Os índices das bolsas de NY operam em alta, ainda repercutindo o surpreendente relatório de emprego dos EUA com a criação de empregos em maio, ao contrário do que se previa. Há ainda expectativas pela reunião de política monetária do Fed nesta semana, além dos dados de inflação que podem confirmar esse cenário. O apetite ao risco, contudo, não é verificado na Europa, onde as principais bolsas operam em queda, após discurso da presidente do BCE. Ainda que ela tenha sinalizado ajustes nos instrumentos, indicou que as condições financeiras estão neste momento ainda mais apertadas que no início da crise e que as perspectivas para a inflação se constituem em uma ameaça as metas de médio prazo.
No mercado de commodities, a prorrogação dos atuais cortes de produção coletiva de petróleo em um mês, até o fim de julho, após a reunião da OPEP+ no último sábado estava, de certa forma, precificada e não teve força para manter os contratos futuros da commodity em alta esta manhã, dado os rumores que produtores do Golfo Pérsico poderão não cumprir o combinado para estender os cortes.
No Brasil , o dólar acelerou o recuo ante o Real no final da manhã, negociando no mercado à vista, próximo a R$ 4,93. O Ibovespa, por sua vez, próximo às 13 horas, registrava alta de 2,2%, negociando aos 96.740 pontos, em seu sétimo dia de valorização. O juro baixo e a liquidez mundial, levam os investidores a deixar, momentaneamente, em segundo plano, as preocupações com o impacto da covid-19 na economia do país e o cenário político conturbado. Entre as maiores altas, destaque para as ações das companhias aéreas e CSN. Entre as baixas, as ações da YDUQ e as exportadoras.