Outro grande destaque foi a gasolina, cujo preço despencou 15,48% em julho. No acumulado do ano, o combustível cede 8,67%. O etanol (-11,38%) e a energia elétrica (-5,78%) residencial também ficaram mais baratos.
Essa deflação acontece em função das medidas do governo para redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado não só em combustíveis e energia, mas no gás natural, comunicações e transporte coletivo.
De acordo com Fabio Louzada, economista, analista CNPI e fundador da Eu me banco, esses produtos passam a ser classificados como essenciais e indispensáveis, o que proíbe estados de cobrarem taxa superior à alíquota geral de ICMS, que varia de 17% a 18% dependendo da localidade.
Contudo, os efeitos são de curto prazo e poderão gerar um ‘rebote’. “Apesar de termos tido deflação neste mês, trata-se de um alívio temporário influenciado pelas medidas do governo de redução do ICMS. Tudo isso causa ainda mais pressão nos preços para o ano de 2023”, afirma Louzada.
Nesta reportagem, confira os produtos que ficaram mais caros em julho.
Além disso, há os efeitos inflacionários da PEC Kamikaze, que aumenta o valor de benefícios sociais até dezembro. “Sentiremos os efeitos dessas medidas na inflação no começo do ano que vem. O próprio Boletim Focus mostra o IPCA de 2023 avançando, agora de 5,33% para 5,36%, a 18ª alta seguida”, diz o especialista.
Veja lista dos 20 produtos cujos preços mais caíram em julho: