A semana começou com tom mais negativo nos mercados internacionais, com os investidores ajustando posições após corte inesperado da taxa de juros na China para estimular a economia, em meio à divulgação de dados de atividade industrial, do setor imobiliário e de vendas no varejo no país piores que o esperado em julho. Com isso, commodities como minério de ferro, cobre e petróleo recuam, bem como os juros dos treasuries. Enquanto isso, o dólar se fortalece ante as demais moedas, refletindo a busca por segurança. Ainda pela manhã, o sentimento de aversão ao risco foi reforçado por dados piores que o previsto da indústria nova-iorquina. O índice de atividade industrial Empire State, que mede as condições da manufatura no Estado de Nova York, caiu a -31,3 em agosto contra estimativa de queda a 5,0 – o indicador é o mais baixo desde de maio de 2020, auge da Covid-19. Porém, no início da tarde, as bolsas em NY ganharam fôlego e passaram a operar em alta. Apesar da queda das ações do setor de energia, por conta da fraqueza do petróleo, vários outros setores exibem ganhos, como serviços, comunicação, tecnologia, industrial e consumo. Com a melhora das bolsas americanas, os mercados acionários na Europa também reverteram o movimento de queda e fecharam em leve alta.