No início da tarde, as bolsas europeias fecharam em alta, com avanços sólidos de mineradoras. O movimento se deu apesar de dados econômicos aquém do esperado na Zona do Euro e Alemanha. Nos EUA, em dia de notícias relevantes escassas, os investidores ajustaram posições ao longo da tarde, houve uma melhora de apetite ao risco e os principais índices acionários fecharam sem uma direção única, após recuarem pela manhã. Os juros dos treasuries, por sua vez, ficaram sem sinal único, enquanto o índice DXY do dólar fechou quase estável.
Em termos de commodities, o petróleo fechou em queda de 3%, de olho em acordo nuclear do Irã e à espera de dados nos EUA. No Brasil, em dia de agenda econômica esvaziada, a melhora em NY ajudou a levar o índice Ibovespa de volta para o terreno positivo. Ao final do pregão, o índice era negociado aos 113.512 pontos, com alta de 0,43% e giro financeiro de R$ 30 bilhões, enquanto dólar vs. real fechou com alta de 0,96%, cotado a R$ 5,14.
No âmbito corporativo, destaque na ponta positiva para os papeis de proteínas que se beneficiaram da
alta do dólar contra o real. Na ponta contrária, os papeis Yduqs, Méliuz e Rede D’Or figuraram entre as maiores perdas, após divulgação de balanços corporativos do 2T22 (confira a análise dos resultados
abaixo).
Na agenda desta quarta-feira, além da publicação da ata do Fed nos EUA, destaque para a divulgação do IGP-10 de agosto no Brasil e para o PIB da Zona do Euro do 2T22.