Porém, hoje, o que se viu, foi novamente uma renovação dos temores, em resposta ao maior salto em um mês na série histórica do PPI (inflação ao produtor) da Alemanha, que avançou 37,2% em um ano, superando consideravelmente as estimativas. Diante deste contexto, o dia foi típico de aversão ao risco, com o dólar se fortalecendo contra moedas fortes, alta dos Treasuries e queda das bolsas. Em NY, destaque negativo para o Nasdaq, que recuou 2%.
Aqui no Brasil, após o ímpeto recente do Ibovespa, hoje, a escassez de indicadores relevantes, com exceção da 2a prévia de agosto do IGP-M, que mostrou recuou no indicador em 0,57% e ficou em segundo plano, o principal índice da bolsa brasileira seguiu os mercados internacionais e realizou lucros, com os setores de construção civil, varejo e tecnologia como destaques negativos.
Além da realização de lucros, devido as altas recentes, corroborou para o comportamento negativo dos setores à abertura da curva de juros, com avanço para os DIs futuros de vencimentos de médio e longo prazo.
Assim, o Ibovespa encerrou a sessão com queda de 2,04% aos 111.496 pontos, e um giro financeiro de R$ 28,2 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções de ações. A queda de hoje foi também justificada pela queda das ações da Petrobras, após uma série de altas nas últimas sessões. Por fim, o dólar ante o real, operou grande parte do dia no positivo, acompanhando o índice DXY, porém, próximo ao fim da sessão, oscilou entre altas e baixas e encerrou próximo a estabilidade, levemente no negativo aos R$ 5,17.
Na próxima semana, o destaque da agenda econômica será, no Brasil, o IPCA-15 de agosto, que deve mostrar novamente o enfraquecimento da inflação local. Teremos também os dados de mercado de trabalho do Caged. No exterior, o PMI composto da zona do euro e do Reino Unido de agosto serão monitorados.