Essa possibilidade impulsiona a maioria dos índices acionários internacionais para cima nesta terça-feira, embora o fogo seja limitado.
Aqui no Brasil, a melhora no ambiente externo, somada a alta das principais commodities impulsionam o Ibovespa para além dos 112 mil pontos novamente. O petróleo, por exemplo, sobe com a declaração do Ministro de Energia da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman, de que é possível que a Opep+ tenha de cortar sua produção, enquanto o preço do minério de ferro, negociado em Qingdao na China, fechou com alta de 1,81%, aos US$ 102,18 a tonelada, ainda sustentado pelas medidas do Governo chinês para fortalecer o setor imobiliário em meio a uma crise de energia que ameaça a oferta de aço.
Questões domésticas, como o risco fiscal e a corrida eleitoral, aparentemente, têm pouca influência sobre os negócios de hoje. Por volta das 13h40, o Ibovespa tinha alta de 1,60%, aos 112.289 pontos – com giro financeiro projetado para sessão de R$ 24,8 bilhões. No mercado de câmbio, em linha com o movimento no exterior, o dólar se desvalorizava ante o real, em queda de 1,60%, aos R$ 5,08.
Sob uma perspectiva mais granular, as ações de empresas ligadas às commodities são presença entre as maiores altas do Ibovespa, com Usiminas liderando os ganhos, embora nomes do varejo, como Magalu e Americanas também figurem no rol dos maiores ganhos de hoje – a Americanas, inclusive, entende os ganhos de mais de 20% na véspera, quando Sérgio Rial foi indicado como o próximo CEO da companhia. Entre as perdas, os nomes tidos como “defensivos” são os destaques, com presença das ações da CCR, Multiplan e Tim.