O índice de sentimento econômico do bloco europeu caiu mais do que o esperado em agosto, atingindo o menor patamar em 18 meses em meio à deterioração da confiança nos setores industrial e de serviços.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras divisas relevantes, recua nesta manhã, assim como os retornos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) reduziram um pouco do ímpeto de alta.
Entre as commodities, os preços do minério de ferro recuaram mais de 5% durante a madrugada na China, enquanto os preços futuros do petróleo interrompem a sequência de alta.
No Brasil, essa melhora externa deve ser um combustível adicional para o Ibovespa, que vem conseguindo se manter em alta apesar das pressões internacionais, além de conferir algum alívio aos mercados locais de câmbio e de juros. Dados de inflação, comentários de dirigentes do Banco Central e as constantes divulgações de pesquisas eleitorais devem ser os principais guias para os investidores domésticos hoje.
Agenda econômica (30/08)
Brasil: Logo cedo tivemos a divulgação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de agosto (8h00), que mostrou uma deflação de 0,70% no mês, levando a uma inflação acumulada de 8,59% em doze meses – a primeira vez abaixo de 10% desde julho de 2020.
Ao longo da sessão ainda teremos o resultado primário do Governo Central em julho (14h30). Vale acompanhar o leilão de títulos públicos (11h00), que nas últimas edições contribuiu para o alívio dos juros futuros. Finalmente, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa do evento em Brasília (15h00).
EUA: A agenda de hoje traz discursos dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Thomas Barkin, de Richmond (9h00), e John Williams, de Nova York (12h00), além de relatório de emprego Jolts (11h00), a confiança do consumidor (11h00) e os estoques API de petróleo (17h30).
Europa: Na Alemanha, destaque para leitura preliminar da inflação ao consumidor deste mês (9h00).