Como fatores negativos podemos destacar o avanço do coronavírus em alguns países, em especial nos EUA, projeções econômicas pessimistas do FMI e tensões comerciais entre americanos e europeus. Como positivo, o banco central europeu (BCE) anunciou pela manhã a criação de um instrumento de acordo de recompra para fornecer liquidez em euros a BCs fora da Zona do Euro em meio à crise do coronavírus.
Sendo assim, na Europa, as bolsas mostraram recuperação da abertura negativa após este anuncio. Já os índices das bolsas de NY mostram forte volatilidade e passaram para o terreno positivo com a melhora na Europa. Os mercados acionários no exterior também recebiam algum amparo do petróleo, que também busca recuperar perdas recentes.
No Brasil, o Ibovespa sobe amparado pelo ânimo dos investidores com a aprovação do novo marco legal do saneamento básico e a perspectiva de investimentos no País.
O pleito foi aprovado pelo Senado ontem à noite, por 65 votos a 13. O mercado digere também o Relatório Trimestral de Inflação e a divulgação do IPCA-15 de junho.
Nos juros futuros, há uma devolução de prêmios de risco no trecho longo da curva a termo, enquanto as taxas de curto prazo rondam a estabilidade, resultado de um IPCA-15 cheio acima da mediana das estimativas, mas benigno na abertura.
O RTI não trouxe novidades em relação à Ata do Copom e o Comunicado da última reunião, enquanto a projeção do PIB para 2020 (-6,4%) ficou bem semelhante a do Focus mais recente. Por volta das 13 horas, o Ibovespa tinha alta de 0,6%, negociando próximo aos 95 mil pontos.
Entre as maiores altas destaque para as ações da CCR, Ecorodovias e da Gol. Já no campo negativo, as ações das siderúrgicas e da Sabesp. O dólar também tem uma sessão volátil, negociando ao redor de R$ 5,35. Voltou a subir há pouco com novas ameaças dos EUA à China.