É válido observar que qualquer que seja a sugestão para furar o teto de gastos encaminhada ao Congresso brasileiro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisará ser aprovada em dois turnos até o dia 15 de dezembro. Portanto, qualquer atraso no envio pode ser visto como entrave na aprovação, aumentando as incertezas – com possíveis contrapartida nas taxas de juros futuras.
Num dia de agenda fraca, os comentários de dirigentes previstos para hoje ganharão ainda mais peso entre os investidores. Ontem, por exemplo, a presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de São Francisco, Mary Daly, destacou que uma taxa de juros entre 4,75% e 5,25% parece ser razoável e que o aumento mais agressivo visto até o momento foi uma forma de conseguir amenizar o aumento dos preços.
Após terem subido mais cedo, os contratos futuros do petróleo operam mistos, podendo dar sequência à queda registrada nas últimas quatro sessões, enquanto os preços futuros do minério de ferro tiveram queda de 1,96% na bolsa de Dalian, cotados a US$ 101,60/tonelada. Por fim, no mercado global de moedas, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras seis divisas relevantes, recua levemente agora cedo.
Agenda econômica
Brasil: Entre os eventos previstos para a sessão, o Tesouro faz leilão (11h00) de títulos públicos, ofertando ao mercado NTN-Bs e LFTs. O Ministério da Economia divulga Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 5º bimestre (14h30), seguido de coletiva do secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago (15h00).
EUA: Destaque para os discursos de três dirigentes do Fed: Loretta Mester, de Cleveland (13h00), James Bullard, de St. Louis, e Esther George, de Kansas (16h15). Ainda saem os dados sobre os estoques API de petróleo (18h30).
Europa: Na zona do euro será divulgado o índice de confiança do consumidor de novembro.