Em relatório, os analistas Carlos de Alba, Ricardo A. Monegaglia e Jens Spiess destacam que a Vale pode conquistar prêmios de qualidade através da produção de briquetes de minério de ferro, que podem reduzir as emissões poluentes em 10% e HBI (com redução de 60%), substituindo sínter, pelotas, granulados e outros materiais.
Os profissionais observam, no entanto, que a transição da venda de produtos comercializados pela Vale precisa de uma atenção maior em relação à execução operacional.
Os profissionais apontam como fator de preocupação, contudo, o declínio estrutural na demanda do minério de ferro que pode impactar a empresa. O banco também classificou como uma “surpresa negativa” a nova orientação de produção, custo e capex da Vale.
O guidance da companhia foi reduzido para 310 milhões de toneladas em 2022 (contra 316 milhões de toneladas estimados pelo banco). Para 2023, a previsão da empresa é de produção de 310/320 milhões/t (contra 340 milhões/t estimados), e 340/360 milhões/t em 2026 (contra 400 milhões/t estimados).
Já a previsão de capex, de US$ 5,5 bilhões em 2022, US4 6 bilhões em 2023 e US4 66,5 bilhões entre 2024 e 2027 ficou 5% acima do estimado pelo banco.
O banco tem recomendação equal-weight (equivalente a manutenção) para as ações da Vale, com preço-alvo de US$ 14,50.