No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos caía a 4,223%, o da T-note de 10 anos perdia a 3,677% e o do T-bond de 30 anos tinha queda a 3,732%.
Para o Bank of America (BofA), mais ações devem ser tomadas pelo banco central japonês nos próximos meses, afetado os Treasuries. “A surpresa com o YCC do BoJ não altera nossa perspectiva para Treasuries, mas adiciona riscos de alta no horizonte do rendimento no curto prazo”, diz a instituição em relatório. “O viés para os retornos é ligeiramente altista”, complementa. O banco avalia que há espaço para que os juros das T-notes de 10 anos se movam para o topo da faixa de 3,25% a 3,75%.
Já o chefe de estratégias de investimento da OFI Asset Management, Jean-Marie Mercadal, e o vice-presidente e diretor de investimentos Eric Bertrand acreditam que os rendimentos dos títulos de longo prazo provavelmente se estabilizarão um pouco acima de seus níveis atuais no próximo ano. “No entanto, achamos que os mercados de títulos estão precificando a flexibilização monetária a partir do final de 2023 de maneira um pouco otimista demais”, argumentam.
Investidores também acompanharam um leilão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de US$ 12 bilhões em T-bonds de 20 anos, que registrou yield (retorno) de 3,935%. A taxa bid-to-cover, um indicativo da demanda, ficou em 2,68 vezes, acima da média recente, de 2,65 vezes, de acordo com o BMO Capital Markets, que avalia que foi o leilão o que mais influenciou a sessão de hoje. “Após o rali inicial, os Treasuries passaram a maior parte do dia vendendo no leilão, e o forte lance acabou por conter uma queda maior”, completa.
Com informações da Dow Jones Newswires