No mês de novembro, as maiores quedas de preços ocorreram em outros produtos químicos (-4,41%), indústrias extrativas (-1,65%) e farmacêutica (-1,48%).
Por ordem de contribuição para o resultado final, a maior influência negativa foi de outros químicos, -0,41 ponto porcentual, seguido por alimentos (queda de 0,70% e impacto de -0,17 ponto porcentual) e extrativas (-0,08 ponto porcentual).
“No caso de alimentos, a entrada da safra de alguns produtos e uma menor demanda em outros casos explicam grande parte das quedas”, justificou o gerente de Análise e Metodologia do IBGE, Alexandre Brandão, em nota oficial. “Se olharmos o que ocorreu em novembro, veremos que as principais influências na queda de preços vieram da redução nos preços da carne bovina e de frango e no do leite. São todos casos em que a oferta está maior”, completou.
Quanto ao recuo nos preços de outros químicos, a maior contribuição foi da redução dos preços dos adubos.
“O Brasil importa grande parte do que consome, logo os preços dos produtos produzidos aqui acompanham os preços internacionais, e esses, depois de terem sido elevados no começo do conflito europeu, começaram a cair, com certa normalização dos fluxos de comércio”, explicou Brandão.
Na direção oposta, a atividade de refino de petróleo e biocombustíveis exerceu a maior pressão na inflação da indústria em novembro, com alta de preços de 1,01% e impacto de 0,12 ponto porcentual. O avanço acompanha o aumento do preço de óleos brutos de petróleo, “cujos valores no mercado interno acompanharam a tendência do mercado internacional”.