Em janeiro, mês anterior às operações, as ações MGLU3 haviam acumulado uma alta de 61,6%. O principal gatilho para a valorização foi o colapso da Americanas (AMER3) e a consequente migração de investidores para outras opções no varejo.
Questionada, o Magazine Luiza informou que o acionista que vendeu as ações não participa de nenhuma instância de gestão da companhia – isto é, diretoria, conselho, comitês ou afins. “O Magalu reforça ainda que a transação, que ocorreu em fevereiro, representa 0,006% do total de ações do bloco controlador”, diz a varejista.
Investigação contra fornecedores
Na última quinta-feira (9), a Magazine Luiza informou em fato relevante que recebeu uma denúncia sobre supostas irregularidades em operações de bonificação relativas a compras de fornecedores e distribuidores. Segundo a empresa, a denúncia menciona três distribuidores, que juntos representaram 3,5% do valor total de compra de mercadorias da Companhia no exercício de 2022.
“Diante disso, o Conselho de Administração, em reunião extraordinária, determinou ao Comitê de Auditoria, Riscos e Compliance, formado em sua maioria por membros independentes, a apuração completa dos fatos alegados na denúncia anônima”, afirma o Magazine Luiza, no fato relevante.
No pregão seguinte, as ações da varejista chegaram a cair mais de 8% ao longo da sessão, mas fecharam o dia em alta de 0,29%, aos R$ 3,40. Até às 12h46 desta terça-feira (14), a MGLU3 subia 1,88%, aos R$ 3,79.