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Moedas globais: dólar recua ante euro e libra, com BCE no radar

A notícia da compra de partes do SVB pelo First Citizens Bank reduziu preocupações com o sistema bancário

Moedas globais: dólar recua ante euro e libra, com BCE no radar
Foto: Envato Elements

O dólar caiu frente ao euro e a libra, em quadro em geral de menor cautela nos mercados internacionais em geral. A notícia da compra de partes do Silicon Valley Bank (SVB) pelo First Citizens Bank contribuiu para reduzir preocupações com o sistema bancário, ao menos por enquanto, e investidores monitoravam declarações de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) e também do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 131,61 ienes, o euro tinha alta a US$ 1,0795 e a libra avançava a US$ 1,2288. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrou baixa de 0,25%, a 102,857 pontos.

O ambiente de menor busca por segurança pressionou o dólar ante outras divisas principais. No caso do euro, a moeda comum foi apoiada por um dado da Alemanha: o índice de sentimento das empresas do país subiu de 91,1 pontos em fevereiro a 93,3 em março, na máxima desde maio de 2022, segundo o instituto Ifo. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam queda a 90,9. Ainda assim, o Commerzbank e a Capital Economics previam recessão mais adiante neste ano no país.

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Ainda no continente, entre os dirigentes do BCE Mario Centeno comentou que os problemas bancários recentes devem afetar as decisões sobre os juros. Pablo Hernández de Cos expressou visão similar, mas acrescentou que o setor bancário da zona do euro possui uma “alta capacidade de resistência e posições de capital e liquidez elevadas”. Isabel Schnabel também destacou a força dos bancos da região, enquanto o Goldman Sachs via risco sistêmico apenas limitado na zona do euro, mas considerou que o estresse recente pode se traduzir em menos empréstimos bancários.

No Reino Unido, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, destacou a importância de se conter a inflação, a fim de que ela não se torne duradoura. Ele projetou queda “acentuada” da inflação ao longo de 2023 no país, começando em cerca de dois meses, e também se mostrou atento às turbulências bancárias recentes.

Entre dirigentes do Fed, Michael Barr afirmou que o banco central americano usará “todas as ferramentas” para salvaguardar o sistema bancário. Ele elogiou o papel das medidas já tomadas pelo Fed e pela Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) para acalmar o quadro.

No monitoramento do CME Group, havia queda na chance de manutenção de juros no fim desta tarde, a 55,2% (de 83,2%) na sexta-feira, na próxima decisão de juros, em 3 de maio. Já a chance de alta de 25 pontos-base estava em 44,8% (de 16,8% na sexta).

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O BBH diz, de qualquer modo, esperar que o rali do dólar retorne, após a atual turbulência nos mercados perder fôlego. Segundo o banco de investimentos, com isso os mercados poderão voltar a centrar foco nos fundamentos, o que tenderá a apoiar a divisa americana.

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