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Mercado

Americanas (AMER3): o que esperar da empresa após trégua com credores

As ações dispararam na Bolsa com acordo judicial com credores e possível injeção de capital de até R$ 12 bilhões

Por Jenne Andrade

17/04/2023 | 3:00 Atualização: 17/04/2023 | 7:14

Fachada da Americanas. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Fachada da Americanas. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Após a descoberta do rombo contábil em 11 de janeiro, as ações da Americanas (AMER3) pararam de responder aos fundamentos da companhia e passaram a reagir principalmente à influência de notícias sobre o caso.

Leia mais:
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  • "Perdi tudo com Eike Batista e com Americanas”, diz investidor
  • Light é a nova Americanas? Analistas comentam o caso
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Somente na última quarta-feira (12), a AMER3 valorizou 25% durante a sessão. Na data, o volume de negociação foi atípico: R$ 149,5 milhões, o maior giro financeiro desde 8 de fevereiro e 236% acima da média mensal de abril, que está em R$ 44,4 milhões. Os dados foram levantados por Einar Rivero, head comercial do TradeMap.

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Boa parte do otimismo observado na semana em que o escândalo completa três meses, veio da somatória de duas informações importantes. A primeira, do dia 3 de abril, é sobre a proposta apresentada pela varejista a credores, em que os acionistas de referência da varejista, Jorge Paulo Lemann, Alberto Sicupira e Marcel Telles, se comprometem a realizar uma injeção de capital de R$ 10 bilhões na empresa. Há a possibilidade ainda de dois possíveis aumentos de capital de R$ 1 bilhão cada em “datas futuras”, o que jogaria o montante para R$ 12 bilhões.

  • Veja tudo sobre o Caso Americanas nesta série de reportagens especiais

A aceitação da proposta seria um importante passo para a companhia, já que as primeiras sinalizações dadas em fevereiro pelo trio de investidores foram em direção a um aporte de apenas R$ 1 bilhão – considerado totalmente insuficiente para socorrer a varejista. Hoje, as dívidas ultrapassam os R$ 40 bilhões, o dobro da anunciada inicialmente, com mais de 8 mil credores.

Já na última terça (11), a empresa comunicou ao mercado que os bancos concordaram em suspender temporariamente as disputas judiciais contra a Americanas. Esta é outra sinalização positiva, que indica que a proposta de injeção de capital de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões cumpre as expectativas de mercado.

Com a trégua judicial, o foco passa a ser a negociação do plano de recuperação judicial. Além do aumento de capital patrocinado pelos acionistas de referência, as propostas incluem deságios de 50% a 80% nas dívidas com os credores que não aderirem às proposições da companhia.

Em termos gerais, somente os fornecedores que possuírem créditos a receber de até R$ 12 mil conseguirão reaver o valor na totalidade. Também podem receber 100% dos débitos devidos os fornecedores que “colaborarem” com a varejista, ou seja, que mantiverem o fornecimento estabelecido em contrato antes da descoberta do rombo.

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Esse pode ser o caso de um fornecedor internacional, que possui créditos de cerca de US$ 40 mil e não pretende encerrar as operações com a varejista. O executivo, que não quis se identificar, relata que a empresa continuou o fornecimento mesmo após o escândalo. “Temos esperança de receber esse valor, que é pequeno. O problema é que a companhia não disse quando faria o pagamento, nem como. Não recebemos nenhuma proposta oficial”, disse ao E-Investidor.

O plano é vantajoso para a empresa, mas pode desagradar os credores menos colaborativos, em especial, os bancos. “Só nesses cortes, a Americanas tem um ganho expressivo. E essa também é uma briga das instituições financeiras, de não querem arcar com os deságios”, afirma Marcello Marin, mestre em governança corporativa e diretor financeiro da Spot Finanças.

Já na visão de Camille Faria, CFO Americanas S.A, o plano de recuperação judicial da empresa é bem mais vantajoso para os fornecedores do que o usual em RJs de varejistas. “Temos alcançado bons avanços com muitos de nossos fornecedores, que entendem a relevância da Americanas como canal que tem presença em todos os estados do País e que acreditam na empresa”, afirma.

Apesar do fôlego que os papéis ganharam nos últimos dias, a recomendação é de que os investidores fiquem longe das ações. “A dinâmica de preço que estamos vendo atualmente é de uma empresa ‘mico’, em recuperação judicial. A alta faz sentido do ponto de vista mercadológico e especulação, mas não sinaliza nada concreto sobre geração de valor ao acionista”, afirma Phil Soares, chefe de análise de ações da Órama.

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Por outro lado, quem estava comprado no papel depois que a bomba estourou, ainda não se desfez das posições – um dos motivos para a ação continuar se segurando acima de R$ 1. “Gestores de fundos que têm a ação ou debêntures da Americanas estão segurando, porque já tiveram queda de -90%. Agora, estão esperando para ver um milagre, mas ninguém está muito esperançoso”, afirma o sócio de uma gestora de family office.

Gabriel Costa, analista da Toro Investimentos, concorda. Ele possui recomendação neutra para o papel e não aconselha novas entradas. No entanto, para aqueles que já possuem o ativo em carteira, a indicação é que a posição seja mantida.

“Há um horizonte turbulento pela frente e muitas medidas precisarão ser tomadas para restabelecer a confiança dos credores e recuperar a participação de mercado”, afirma Costa.

Próximos passos

A aceitação do plano de recuperação judicial é apenas o início de uma longa caminhada para a Americanas. “De imediato, os próximos passos são a publicação pela administrador judicial do edital da recuperação judicial e a lista final dos credores. As negociações andam em paralelo e, quando chegarmos a um plano que conte com suporte da maior parte dos credores, realizaremos a Assembleia Geral de Credores para a aprovação”, afirma a CFO da Americanas.

Este caminho, entretanto, pode não ter uma linha de chegada. Se o plano for cumprido na totalidade, a varejista ainda terá uma dívida elevada, de R$ 4,9 bilhões, o que ainda tornaria necessária uma forte geração de caixa operacional para manter a empresa financeiramente saudável.

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“A reestruturação proposta é capaz de trazer certo alívio momentâneo, mas não é a solução para todos os problemas”, afirma Costa, da Toro. “A quebra de confiança do mercado é fator que pesa para a companhia e poderá impactar novas necessidades de financiamento no futuro.”

Segundo Ana Paula Tozzi, presidente da AGR Consultores, existem duas linhas de pensamento no mercado. A primeira, de agentes mais pessimistas, que acreditam que a injeção de capital de até R$ 12 bilhões não resolverá as questões da companhia e que a Americanas deverá passar por um “encolhimento radical”. Já a outra vertente aposta na competência dos empresários Lemann, Sicupira e Telles de fazer o negócio voltar aos trilhos.

A especialista está dentro do primeiro grupo. Segundo ela, um dos primeiros pontos da reestruturação será repensar as lojas físicas, que antes mesmo do escândalo contábil, já pareciam “largadas”. Uma das medidas esperadas por Tozzi é que a empresa diminua consideravelmente o número de lojas, encolha a oferta e a penetração do e-commerce – e isto deverá afetar vários pequenos empresários que dependiam do marketplace.

Outro grande risco no radar da Americanas é o próprio cenário macroeconômico, de juros altos. Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano, o que encarece a linha de despesas financeiras dos balanços (despesas com o pagamento de juros), além de esfriar o consumo, principalmente de itens não essenciais.

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É o caso de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, principais produtos de varejistas como Americanas, Via e Magazine Luiza. “O mercado hoje não está com espaço para varejo linha branca e de consumo de massa. Por isso, vejo com certo pessimismo o que pode ser feito”, afirma Tozzi.

A primeira versão do plano de restruturação da empresa já prevê a venda de alguns ativos, como o Hortifruti Natural da Terra. “A companhia está trabalhando em um plano de transformação que será divulgado e detalhado oportunamente a todos os stakeholders envolvidos”, afirma Faria, CFO da varejista.

Em relação à governança, os próximos passos são menos previsíveis. De acordo com Marin, mestre em governança corporativa, por mais que o caso Americanas tenha indícios de fraude contábil, os processos de governança da empresa sempre foram fortes.

“O problema é que por traz de toda governança corporativa existem pessoas, que por vezes, conseguem fazer as coisas acontecerem da maneira que não deveriam”, afirma Marin. “A partir de agora, o processo de governança terá que ser pautado em evidências. Não bastará apenas falar, eles vão ter que provar a transparência.”

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Na visão de Marin, o caso Americanas vai traumatizar o mercado por muito tempo, especialmente o setor bancário. “Os bancos estão repensando várias operações, estão receosos com qualquer transação que traga risco”, afirma.

O fato é que a Americanas entra para a história da Bolsa como uma das derrocadas mais violentas já vivenciadas pelos investidores brasileiros. Se para a empresa, a recuperação é incerta, mesmo estando dentro de um enorme processo de reestruturação de capital, para os investidores pessoas físicas que perderam todas as economias, as esperanças são quase nulas.

Leia a história de Pedro Henrique, que perdeu tudo com o colapso da Americanas.

 

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