Em reunião na residência oficial do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ontem à noite, líderes partidários fecharam um acordo para endurecer a nova regra para controle das contas públicas proposta pela equipe econômica e decidiram levar à votação nesta semana apenas a urgência (tramitação acelerada) da proposta.
Já a votação do relatório do deputado Cláudio Cajado – ou seja, do texto em si – ficou para semana que vem. O relator afirmou que, de acordo com o texto, o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo e o pagamento do Bolsa Família ficam garantidos mesmo se o governo descumprir a meta fiscal.
As incertezas relacionadas às negociações sobre o teto de dívidas dos Estados Unidos pressionam os índices futuros em Nova York para baixo, enquanto as bolsas europeias operam sem direção única nesta manhã. Dados de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro vieram dentro do previsto no primeiro trimestre, mas as expectativas econômicas na Alemanha caíram mais que as previsões.
Em depoimento divulgado antecipadamente ontem e que será lido hoje, em Washington, o vice-presidente de supervisão do banco central americano, Michael Barr, defende que a autoridade monetária precisa reavaliar requerimentos regulatórios e de supervisão dos bancos baseados em tamanho e risco, à medida que a quebra do Silicon Valley Bank (SVB), em março, provou ter consequências mais amplas para o sistema bancário.
Agenda
A agenda desta terça-feira (16) traz a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de março (09h). O relator do arcabouço, Cláudio Cajado (PP-BA), concede coletiva sobre o texto final (9h).
No exterior, saem as leituras de abril das vendas no varejo (09h30) e da produção industrial (10h15) dos Estados Unidos. E foi publicada a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no primeiro trimestre (6h).
* Com informações do Broadcast