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Negócios

Conheça a história de Larry Fink, o CEO da BlackRock

A BlackRock é a maior gestora de ativos do mundo, com cerca de US$ 9 trilhões sob seu comando

Por Artur Scaff

30/05/2023 | 13:01 Atualização: 30/05/2023 | 13:01

Larry Fink, CEO da BlackRock. Foto:REUTERS/Brendan McDermid
Larry Fink, CEO da BlackRock. Foto:REUTERS/Brendan McDermid

Larry Fink é o CEO e cofundador da maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock, com cerca de US$ 9 trilhões sob seu comando. Para se ter um parâmetro, esse valor é quase seis vezes o Produto Interno Bruto do Brasil. Entenda por que a BlackRock avança sobre empresas brasileiras

Leia mais:
  • Por que a BlackRock está aumentando a participação em empresas brasileiras?
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Fink nasceu em Los Angeles, em 2 de novembro de 1952, e se formou em Ciência Política na Universidade da Califórnia em Los Angeles. (UCLA). Ele também tem um MBA em mercado imobiliário pela UCLA Anderson Graduate School of Management.

O CEO da BlackRock começou a entrar no mercado financeiro em 1976, quando entrou no programa de trainee no banco de investimento First Boston. Esses foram alguns dos cargos ocupados por Fink na instituição:

  • Membro do comitê de gestão,
  • Diretor administrativo;
  • Co-diretor da Divisão de Renda Fixa Tributável;
  • Iniciador do Departamento de Futuros e Opções Financeiras;
  • Líder do Grupo de Produtos Hipotecários e Imobiliários.

Apesar da trajetória de sucesso rápida de Fink, ele passou por dificuldades em 1986, após erros de projeção levarem sua equipe a perder cerca de US$ 100 milhões.

Como nasceu a BlackRock?

Em 1988, Fink fundou a BlackRock, focada na negociação de títulos de dívida pública, como um braço da firma de private equity Blackstone.

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Em 5 anos, o grupo de Fink já acumulava US$ 20 bilhões em gestão. Em 1993, houve um rompimento com a Blackstone e assim foi criada a BlackRock.

A BlackRock realizou a maior parte de suas aquisições nos anos 2000, o que a elevou ao status de maior gestora do mundo. A compra da gestora Barclays Global Investors, ao final de 2009, foi o que selou esse status à companhia de Fink. A BlackRock chegou a oferecer até soluções de gestão para o governo americano na crise de 2008.

Larry Fink e suas cartas anuais

No decorrer de sua crescente influência dentro da economia mundial, Fink também mostrou sua preocupação com o meio ambiente e sustentabilidade em suas cartas anuais enviadas ao mercado. Confira a carta mais recente de Fink

Na carta de 2020 Fink pontuou, principalmente, as pautas relacionadas ao Environmental, Social and Corporate Governance (ESG), que buscam uma melhora na relação entre as empresas e o meio ambiente.

Fink, no entanto, também teve problemas recentes com a pauta ambiental. De acordo com um e-mail obtido pelo Bureau of Investigative Journalism em 2021, há uma divergência sobre a postura dos cargos de gerência da BlackRock e o discurso pró-meio ambiente.

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No e-mail, o presidente da Texas Railroad Commissioner, agência governamental reguladora de petróleo e gás, Wayne Christian, dizia estar aliviado com o fato de que a BlackRock discordaria do discurso de Fink.

“Foi bom ouvir que a BlackRock não queria dizer – ou não acredita mais – em muitas das coisas discutíveis que a empresa e o CEO Mr. Fink disseram sobre as indústrias de petróleo e gás”, estava escrito.

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