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Fundos caixa são alternativa à poupança?

Opção oferece a mesma segurança da caderneta, mas com maior rentabilidade

Por Fernando Camargo Luiz

06/06/2023 | 13:11 Atualização: 06/06/2023 | 13:11

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Apesar do baixo rendimento da Poupança, brasileiros ainda recorrem à aplicação (Foto: Envato Elements)
Apesar do baixo rendimento da Poupança, brasileiros ainda recorrem à aplicação (Foto: Envato Elements)

Quando se fala de investimentos, o brasileiro pensa na poupança. O produto mais popular do País conta atualmente com um volume de depósitos de R$ 975,164 bilhões, segundo dados do Banco Central, mas é o pior destino que um investidor pode dar a seus recursos. A baixíssima rentabilidade que, muitas vezes, chega a ficar negativa quando considerada a taxa real, é o principal dos problemas.

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Para atender a esta parte da população que quer guardar seu dinheiro sem risco, com liquidez, mas sem renunciar à rentabilidade, é que surgiram os chamados fundos de caixa ou, simplesmente, fundos caixa. São multimercados de baixo risco, que não contam com exposição ao crédito privado, exibem baixa volatilidade e liquidez em dois dias.

Disponíveis para aplicações a partir de R$ 100,00, tais fundos têm registrado crescimento expressivo, na contramão do que ocorre na indústria de fundos em geral, que em abril registrou saques líquidos R$ R$ 43,2 bilhões, segundo a Anbima.

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A forte demanda vem pela busca de rentabilidade e proteção do patrimônio, pois estes fundos têm como finalidade ser uma opção segura e previsível de investimento com retorno melhor do que as opções de mercado atuais, que travam o resgate dos cotistas por um prazo, ou, quando possuem liquidez, não entregam o mesmo retorno. É uma alternativa interessante para colocar parte do patrimônio como a reserva de emergência, quantia que muitos deixam na poupança.

Em parte, o protagonismo da poupança entre os investidores é justificado pelo conservadorismo e na outra ponta está o desconhecimento dos outros produtos. O Raio X do investidor de 2022, publicado pela Anbima, mostra que, dos produtos financeiros disponíveis, os brasileiros conhecem mais a poupança (11%). O levantamento também destaca que na hora de escolher o tipo de produto que irá compor suas carteiras, o principal motivo citado pelos brasileiros é a segurança (35%). Já o segundo critério mais levado em conta é o retorno financeiro (17%).

Em termos reais, em 2022, a poupança teve o primeiro rendimento positivo desde 2018, após três anos de ganhos abaixo da inflação oficial do País. A rentabilidade descontada a inflação medida pelo IPCA somou 2%. E render acima da inflação é uma novidade para a poupança desde agosto de 2020. E isso só ocorreu devido à queda dos preços nos últimos meses do ano de 2022. Mesmo assim, a rentabilidade real é quase inexistente. Mas pior ainda, a poupança possui datas de aniversário e sacar entre elas, zera o retorno, que já é pequeno.

Para se ter uma ideia, em apenas 3 anos, um dos fundos geridos pela Trópico teve seu patrimônio líquido multiplicado por dez, passando de R$ 50 milhões em 2020 para mais de R$ 500 milhões em 2022. O novo fundo, Trópico Cash Plus FIM), lançado em setembro do ano passado, já acumula um PL ao redor de R$ 150 milhões, crescimento de mais 200% em apenas nos 5 primeiros meses deste ano.

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Rendendo mais e dando segurança similar à da poupança, os fundos caixa se tornam a melhor alternativa à poupança para quem deseja mais rentabilidade com risco controlado. Tais fundos exibem baixíssima volatilidade e não há sobressaltos com cotas negativas, como vimos nos fundos com risco de crédito privado que sofreram perdas com as crises de Light e Americanas.

A liquidez quase que imediata e o valor mínimo a ser investido são os adendos que estão tornando os fundos de caixa irem se tornando cada vez mais populares, tanto entre os investidores conservadores quanto entre os profissionais que precisam ter um porto seguro para estacionar o dinheiro enquanto buscam oportunidades no mercado.

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