Apesar de haver espaço para realização de lucros do Ibovespa, o leve apetite a risco no exterior pode dar algum fôlego extra aos mercados locais, bem como a alta das commodities. Enquanto isso, o dólar e os juros futuros tendem a ficar instáveis, em meio ao sinal divergente da moeda no exterior e dos Treasuries.
Nesse ambiente, a maioria dos índices futuros das bolsas americanas sobe, enquanto os investidores reagem aos novos dados da inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, que mostraram alta de 0,1% em maio, o menor resultado desde março de 2021. A taxa anual caiu de 4,9% para 4%. A divulgação veio um dia antes do anúncio de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Na Europa, as bolsas operam mistas, em meio à desaceleração da inflação na Alemanha e um relatório do mercado de trabalho do Reino Unido mostrando que os salários estão avançando em ritmo mais rápido, aumentando as expectativas de que o Banco da Inglaterra (BoE) terá que continuar elevando seus juros para combater a inflação.
Em relação às commodities, o petróleo sobe em uma recuperação parcial, após o tombo de cerca de 4% na véspera, e o minério de ferro fechou em alta de 0,69% na bolsa de Dalian, a US$ 112,08/tonelada.
Agenda econômica
Brasil: O Tesouro faz leilão de pós-fixados do Tesouro Nacional às 11h. O Banco Central inicia a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em 1° de agosto de 2023.
EUA: O CPI dos Estados Unidos será divulgado às 9h30. A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, testemunha em audiência na Câmara dos Representantes (11h). A Opep divulga relatório mensal de petróleo.
Europa: A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) da Alemanha desacelerou para 6,1% em maio, ante 7,2% em abril. O resultado confirmou a expectativa de analistas. Na comparação mensal, o CPI alemão caiu 0,1% em maio, também de acordo com o consenso de mercado