No fim da tarde em Nova York, o retorno da T-note de 2 anos subia a 4,707%, o da T-note de 10 anos aumentava a 3,765% e o do T-bond de 30 anos marcava alta a 3,853%.
Terminado o período de silêncio, após a decisão da última quarta-feira, dirigentes do Fed voltaram a se pronunciar hoje. O presidente da distrital de Richmond, Thomas Barkin, indicou que pode apoiar a retomada da escalada dos juros nos próximos meses diante de sinais de persistência da inflação.
Nesse cenário, a chance de a taxa básica encerrar o ano acima do nível atual (entre 5,00% e 5,25%) se tornou majoritária, conforme monitoramento do CME Group. A plataforma aponta também como mais provável nova elevação de 25 pontos-base em julho.
Investidores acompanharão a participação do presidente do Fed, Jerome Powell, em audiências no Congresso dos EUA na semana que vem para consolidar as apostas sobre os próximos passos.
Para o BMO Capital Markets, a elevação de 0,25 ponto porcentual ainda não está garantida e caberá a Powell fornecer um direcionamento mais claro. O banco, no entanto, lembra que haverá também declarações de outros dirigentes nos próximos dias. “O risco é de que qualquer tom equilibrado que Powell tente incutir seja contraposto pelos dirigentes hawkish”, avalia.