Com a China fechada por feriado, a cotação do minério de ferro segue sem o referencial de Dalian. Contudo, os contratos futuros da commodity, negociados em Cingapura, operavam em queda de 2%, cotado próximo de US$ 109 por tonelada. Em meio aos receios de uma recessão e dos efeitos sobre a demanda do petróleo, os contratos futuros de petróleo também rumam para encerrar a semana em queda superior a 3%, em mais uma sessão negativa.
Ainda hoje, é aguardado o PMI dos EUA, e de novas falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Neste momento crescem as expectativas de uma recessão na maior economia do mundo, em virtude do processo de aperto monetário à economia que ainda não chegou ao fim por lá, segundo os discursos de Jerome Powell, presidente do banco central norte-americano, e demais autoridades monetárias ao longo da semana.
Os mercados brasileiros operam com uma agenda econômica vazia, cautela no exterior e queda das commodities. Dessa forma, podemos esperar continuidade da realização de lucros iniciada ontem, após o Comitê de Política Monetária (Copom) não dar sinais claros do início de corte da taxa de juros Selic.
Agenda econômica
Brasil: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seguem com agenda em Paris. Enquanto o Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, dará entrevista no começo da tarde (14h).
EUA: O índice de gerentes de compras (PMI) será divulgado às 10h45, e novamente membros do Fed farão discurso durante o dia.
Europa: O PMI da Alemanha, maior economia da Europa, apresentou queda para 50,8 no PMI composto de junho, o menor nível em quatro meses. Já na zona do euro o mesmo indicador ficou abaixo do esperado em 50,3, ante expectativa de 52,5. Por fim, no Reino Unido o PMI de 52,8 também foi pior do que o esperado. Embora em todas estas regiões o indicador tenha ficado acima de 50, o que indica expansão da atividade, os declínios sinalizam o arrefecimento econômico.