Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para julho avançou 1,73% no dia, a US$ 3,7410 por libra-peso. Em todo o mês de junho, o ganho foi de 2,86%. Já ao longo do primeiro semestre, houve baixa de 1,82%.
Na London Metal Exchange (LME), a tonelada do metal para três meses operava em alta de 1,81% por volta de 14 horas (de Brasília), a US$ 8.321,00. Na variação mensal, houve alta de 3,0%, mas na semestral, baixa de 0,69%.
Nesta sessão, o mercado observou a divulgação do PMI industrial da China de junho, que subiu a 49,0, marginalmente abaixo da previsão de 49,1 e ainda inferior ao patamar neutro de 50, portanto em território de contração. O dado comprovou que a economia chinesa está em dificuldades, em face de exportações fracas e de pressão do setor de habitação, segundo o Danske Bank. O banco disse em relatório que o dado reforça a necessidade de maior estímulo econômico no país, e que espera anúncio de novas medidas ao longo do verão (do Hemisfério Norte), ainda que sejam moderadas.
O operador de renda variável da Manchester Investimentos Guilherme Paulo afirmou que essa perspectiva cada vez mais forte de que haverá estímulos do governo chinês tem dado impulso a algumas commodities que tem correlação próxima com a China, como é o caso do cobre.
O analista destacou ainda a divulgação nesta manhã do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), o indicador de inflação preferido do Federal Reseve (Fed, banco central dos EUA), que mostrou desaceleração da alta de preços em maio e enfraqueceu o dólar. No horário citado, o índice DXY, que mede a força da moeda americana ante rivais, caía 0,51%. “Isso acaba beneficiando o cobre”, acrescentou.
Para o futuro, a Fitch Ratings disse hoje que espera um crescimento moderado do consumo global de cobre refinado em 2023, acompanhado pelo aumento da produção nas minas.
Outros metais negociados na LME sob vencimento de três meses operavam sem sinal único. No horário citado, a tonelada do alumínio cedia 0,16%, a US$ 2.157,50; a do chumbo subia 0,63%, a US$ 2.091,00; a do níquel caía 0,82%, a US$ 20.475,00; a do estanho operava em alta de 2,45%, a US$ 26.710,00; e a do zinco subia 2,18%, a US$ 2.394,00.