Perto do fechamento das bolsas de Nova York, o retorno da T-note de 2 anos caía a 4,859%, o da T-note de 10 anos baixava a 4,009% e o do T-bond de 30 anos estava em 4,041%, depois de ter caído mais cedo.
Os rendimentos da renda fixa já vinham sem tração desde o início do dia, após dados de inflação na China reforçarem temores relativos à segunda maior economia do planeta. O movimento se aprofundou ao longo do dia, enquanto investidores buscavam sinais que pudessem confirmar uma tendência de desinflação nos EUA.
No começo da tarde, a distrital do Federal Reserve (Fed) em Nova York informou que as expectativas de inflação para um ano caíram pelo terceiro mês consecutivo em junho. O foco agora se volta aos índices de preços ao consumidor (CPI), na quarta-feira, e ao produtor, na quinta-feira.
As presidentes do Fed de Cleveland, Loretta Mester, e de São Francisco, Mary Daly, reiteraram que esperam novos aumentos de juros à frente, para garantir a restauração da estabilidade de preços. Já o líder da regional de Atlanta, Raphael Bostic, defendeu que o banco central americano precisa adotar “paciência” nos próximos passos.
No geral, as declarações tiveram efeito marginais nas expectativas do mercado. No fim da tarde, a plataforma de monitoramento do CME Group apontava mais de 90% de chance de o Fed subir juros em 25 pontos-base este mês.
Além de questões de política monetária, o vice-presidente de supervisão do Fed, Michael Barr, anunciou proposta que prevê regras mais rígidas de capitalização para bancos com US$ 100 bilhões ou mais. “Ao reduzir efetivamente a velocidade do dinheiro na economia dos EUA, os requisitos de capital mais altos funcionarão como outro impulso de aperto”, afirma o BMO Capital Markets.