“Achava-se que, com a inflação mais baixa, iríamos ter uma melhora no consumo. Só que no final das contas não houve essa melhora, até porque os juros continuam altos”, afirma Ricardo Brasil, fundador da Gava Investimentos e pós-graduado em análise financeira. “Os dados ruins de varejo contribuem para a queda das varejistas hoje, como Lojas Renner, Hapvida, Natura, Magazine Luiza e C&A.”
Em Nova York, o S&P 500 e o Nasdaq terminaram a sessão com quedas de 0,10% e 0,18%. Já o Dow Jones apresentou uma valorização de 0,33%. “Nos EUA, com a recessão próxima, os americanos aproveitaram para fazer compras no Prime Day porque não sabem se terão dinheiro na Black Friday destw ano. Então, esse cenário de crédito apertado e endividamento não se resume apenas ao Brasil”, ressalta Brasil.
O dólar e o euro subiram 0,1% e 0,11% frente ao real na sessão, atingindo os R$ 4,80 e R$ 5,38, respectivamente.
As três ações que mais valorizaram no dia foram Méliuz (CASH3), Suzano (SUZB3) e Copel (CPLE6). Saiba quais foram as maiores baixas do dia nesta matéria.
Méliuz (CASH3): 13,26%, R$ 8,03
As ações da Méliuz subiram 13,26%, aos R$ 8,03, após um relatório do BTG Pactual apontar que a empresa deve apresentar resultados expressivos a partir do 2º semestre do ano. O banco também calcula um potencial de valorização de mais de 150% para os ativos.
A CASH3 está em alta de 2,82% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de -31,95%.
Suzano (SUZB3): 0,41%, R$ 44,55
Os papéis da Suzano terminaram o dia com uma leve alta de 0,41%, aos R$ 44,55. A ação foi uma das poucas altas da sessão, em um dia predominantemente negativo para o Ibovespa.
A SUZB3 está em alta de 0,75% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de -7,65%.
Copel (CPLE6): 0,12%, R$ 8,15
Os papéis da Copel também terminaram o dia com uma alta leve, de 0,12%, aos R$ 8,15.
A CPLE6 está em queda de -1,69% no mês. No ano, acumula uma valorização de 3,03%.
*Com Estadão Conteúdo