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Comportamento

The Economist: Financiamento misto para países pobres esbarra em dificuldades para decolar

União de recursos públicos e privados enfrenta desconfiança de investidores, burocracia e falta de transparência

Por E-Investidor

21/08/2020 | 21:16 Atualização: 08/12/2023 | 17:36

Imagem de quebra-cabeça de uma nota de 100 dólares (Pixabay)
Imagem de quebra-cabeça de uma nota de 100 dólares (Pixabay)

(The Economist) – Andrew Johnstone comanda um fundo de investimento que vai “onde ninguém jamais esteve”. Lançado em 2015, o Climate Investor One coloca dinheiro em projetos de energia renovável considerados excessivamente arriscados pelo mercado – como parques eólicos no Vietnã
ou hidrelétricas em Uganda.

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Para atrair capital dos fundos de pensão, o Climate Investor One usa subsídios de agências de desenvolvimento. Com isso, consegue arrecadar ainda mais verba. Para cada dólar de subsídio, o fundo já garantiu 12 dólares do setor privado.

A empresa de Johnstone é um exemplo de uma estratégia conhecida como financiamento misto: a presença de dinheiro público ou filantrópico reduz o risco para o setor privado, graças a veículos como seguro de proteção ou outras garantias ao credor.

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Os recursos vindos dos dois lados podem financiar projetos de forma direta – com frequência, obras de infraestrutura em países pobres – ou serem aplicados num fundo de apoio a diversas iniciativas. A ideia surgiu no final dos anos 2000, em círculos dedicados ao desenvolvimento.

Para muita gente, essa é uma forma de atrair capital do mercado, capaz de preencher lacunas financeiras e ajudar a atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU – cujo custo é calculado em astronômicos US$ 2,5 trilhões por ano.

Os defensores desse método afirmam que, com ele, investidores institucionais ganham acesso a países emergentes sem ter de enfrentar muito risco. Instituições como o braço de financiamento do Banco Mundial trazem ainda mais dinheiro para a mesa.

Num mundo ideal, o financiamento misto deveria ser capaz de abrir novas portas: demonstrada a viabilidade de estações de tratamento de efluentes, por exemplo, o setor privado passaria a financiar os projetos por conta própria.

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A estratégia, porém, vem enfrentando dificuldades para crescer. Dados da organização sem fins lucrativos Convergence mostram que o fluxo de recursos públicos e privados para projetos mistos não aumenta desde 2014, somando cerca de US$ 20 bilhões por ano.

O valor está muito distante do objetivo de US$ 100 bilhões estabelecido pela ONU em 2015 para combater as mudanças climáticas – meta que deveria ter sido atingida este ano. Agora, até os apoiadores do financiamento misto admitem que a estratégia está empacada.

Mas qual é o problema? Em primeiro lugar, os investidores institucionais relutam em participar. Além disso, esse tipo de ativo é relativamente desconhecido. Muitos projetos são feitos sob medida, e às vezes são pequenos demais para que o esforço valha a pena (em 2018, o valor médio era de US$ 50 milhões).

De acordo com Jay Collins, do Citigroup, isso conduz a outro obstáculo: criar estruturas mistas exige a participação de magos das finanças – e esses magos quase sempre trabalham para grandes empresas sem qualquer interesse em negócios minúsculos.

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Segundo Johnstone, para acertar na mistura é preciso confiar tanto no setor público quanto no privado, e em vários casos o choque de culturas impede que isso ocorra. Nas palavras do administrador de uma carteira de investimentos, trabalhar com as paquidérmicas burocracias é “tortuoso”.

As instituições públicas representam outro entrave. Em média, os bancos de desenvolvimento multilateral mobilizam menos de um dólar de capital privado para cada dólar saído dos cofres públicos, conforme explica Katherine Stodulka, da instituição global Blended Finance Taskforce. Em parte, isso se deve às engrenagens internas desses bancos, que privilegiam mais os subsídios do que o financiamento misto.

Some-se a tudo isso a dificuldade de encontrar projetos factíveis. Nos países pobres, os governos não têm a prática de preparar essas iniciativas para receber aportes – falta-lhes, por exemplo, o conhecimento especializado necessário para realizar estudos de viabilidade.

De um lado, os investidores privados querem garantir retorno máximo para um determinado nível de risco; de outro, quem oferece o subsídio deseja aumentar o impacto daquela verba. Projetos mistos precisam equilibrar os dois lados, e Christoph Kuhn, do Banco Europeu de Investimento (EIB, na sigla em inglês), afirma que isso é raro.

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Para impulsionar a estratégia, alguns bancos de desenvolvimento têm trabalhado com governos mais pobres para demonstrar a viabilidade dos projetos. Essa etapa consome entre 2% e 5% dos gastos da empreitada (em honorários de consultoria e “quetais”), mas tranquiliza os investidores. Kuhn sugere o uso de técnicas conhecidas. O EIB, por exemplo, estrutura camadas de capital: o recurso público cobre a primeira perda, caso o projeto não dê certo, e com isso protege os bancos.

Outra forma de atrair dinheiro privado é aumentar a transparência do processo. As informações dos contratos costumam ser confidenciais, o que dificulta na hora de avaliar qual o nível normal de retorno ou saber quantas iniciativas fracassam. Diante disso, os bancos de desenvolvimento prometem abrir mais o jogo (embora os investidores duvidem que isso vá acontecer).

Pode ser que esses pequenos ajustes impulsionem o crescimento do financiamento misto. Ainda assim, a junção de dinheiro público e privado é sempre complicada, e as esperanças de que a situação melhore podem acabar frustradas. Esse mercado, avaliado em um trilhão de dólares, parece estar fora de alcance. E talvez até a marca de centenas de bilhões por ano esteja longe demais.

(Tradução: Beatriz Velloso)

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