Os investidores globais e no Brasil operam sob forte expectativa pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Simpósio Econômico de Jackson Hole, organizado pela distrital do Fed de Kansas City (11h05). Ontem, vários dirigentes do Fed falaram às margens do evento e alguns eles sinalizaram intenção de manter juros restritivos por um longo período. A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, reconheceu “sinais promissores” no combate à inflação, mas evitou descartar novo aperto monetário.
O líder da regional da Filadélfia, Patrick Harker, comentou que espera manutenção da postura atual. Neste cenário, as chances de o Fed voltar a elevar a taxa básica este ano cresceram ao longo de ontem, embora ainda sejam minoritárias, conforme o monitoramento do CME Group. Aqui, o mercado avalia o IPCA-15, que subiu 0,28% em agosto, ante queda de 0,07% em julho, e ficou no teto das estimativas do Projeções Broadcast.
O índice acumulou alta de 3,38% no ano, também no teto das projeções dos analistas, e avanço de 4,24% em 12 meses. Os investidores também olharam mais cedo a nota do setor externo, com transações em conta corrente e Investimento Direto no País (IDP), divulgadas mais cedo. A Fundação Getulio Vargas informou também que a confiança do consumidor subiu 2,0 pontos em agosto ante julho, o quarto mês seguido de avanços, na série com ajuste sazonal.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) alcançou 96,8 pontos, maior nível desde fevereiro de 2014, quando estava em 97,0 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice cresceu 2,9 pontos, quinta alta consecutiva. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, registrou baixa de 0,48% na terceira quadrissemana de agosto, após o declínio de 0,44% observado na segunda quadrissemana do mês, segundo dados publicados ainda na madrugada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Às 9h42, o dólar à vista estava estável, a R$ 4,8802. Já caiu até R$ 4,8581 (-0,45%) e teve alta à máxima a R$ 4,8832 (+0,06%). O dólar para setembro recuava 0,06%, a R$ 4,8865.