Apesar da perspectiva de remuneração elevada, a dúvida que fica para o investidor é se o atual momento representa uma oportunidade de compra do papel. O ponto de divergência entre os analistas está no campo político. A Empiricus é uma das corretoras que preferem ficar de fora do papel diante da possibilidade da companhia sofrer interferências do governo federal na sua política de preços para os combustíveis.
Já a Ativa Investimentos possui recomendação neutra para o papel até avaliar a alocação estratégica de capital da companhia. “Nesse sentido, a divulgação do novo plano quinquenal no fim do ano será decisivo para projetarmos o futuro da estatal”, afirma Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. A Órama também possui a mesma recomendação para as ações da Petrobras.
No entanto, há analistas que acreditam no potencial de oportunidade da estatal. O Bank of America (BofA), por exemplo, está otimista ao projetar uma distribuição de dividendos “extraordinários”, na visão do banco, para 2023 e para 2024 diante do interesse do governo em alcançar a meta de zerar o déficit fiscal. A projeção dos analistas do BofA aponta para uma distribuição de US$ 15,8 bilhões (R$ 77,1 bilhões) neste ano e de e US$ 19,5 bilhões (R$ 95,16 milhões) para 2024.
Com essa perspectiva, a instituição financeira possui recomendação de compra para as ações da Petrobras e mantém um preço-alvo de R$ 46,50 (US$ 16,50). A Ágora Investimentos e a XP também recomendam a compra das ações da estatal.