O índice DXY, que mede força do dólar ante cesta de moedas fortes, fechou em leve queda 0,08%, a 105,405 pontos. Na semana, o índice avançou 0,22%, acumulando a nona alta semanal. Por volta das 17h (de Brasília), o euro avançava a US$ 1,0665 e a libra recuava a US$ 1,2385, enquanto o dólar marcava alta a 147,83 ienes.
Para analistas da Capital Economics, é improvável que a sequência de ganhos do dólar dure muito mais. Segundo a consultoria, embora os esforços de Bancos Centrais para apoiar o yuan chinês e o iene japonês por si só não sejam suficientes para gerar uma reviravolta duradoura, provavelmente farão o suficiente para ganhar tempo até que as expectativas das taxas de juro dos EUA e os rendimentos dos Treasuries caíam e o dólar se desvalorize por sua própria vontade.
Na Europa, o euro subiu ante o dólar, em ajuste ao movimento da véspera. Diante da expectativa de que o ciclo de aperto monetário pode ter se encerrado na zona do euro, analistas começam a debater em qual momento virá um alívio. “Não esperamos um corte inicial de 25 pontos-base até o encontro de junho de 2024, quando a taxa deve ser reduzida para 3,75%, segundo o analista do Wells Fargo, Nick Bennenbroek, em relatório desta sexta-feira. O Wells Fargo espera movimentos graduais de 0,25 pp por encontro no segundo semestre do próximo ano, direcionando a taxa de depósito para 2,75% no fim do próximo ano.
O presidente do banco central da Lituânia e membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Gediminas Simkus, disse que o patamar de 4% da taxa de juros, nível que entrou em vigor na zona do euro, já cria um ambiente suficientemente restritivo no qual se pode esperar que a inflação diminua sistematicamente. O líder do BC da Estônia, Madis Müller, por sua vez, disse não esperar mais aumento de juros à frente, embora não tenha descartado completamente.