Perto do fechamento das bolsas de Nova York, o juro da T-note de 2 anos cedia a 4,738%, o da T-note de 10 anos tinha queda a 4,337% e do T-bond caía a 4,511%.
Hoje, Waller afirmou que a política monetária parece estar em posição para retornar a inflação à meta de 2% e reconheceu que o mercado de trabalho está esfriando. Logo depois das declarações, a ferramenta FedWatch do CME Group apontou um aumento nas chances de um corte de juros de 100 pontos-base a partir de maio até o fim de 2024.
Minutos depois, a diretora do Fed Michelle Bowman reforçou a possibilidade de mais uma alta de juros neste ciclo de aperto, ao passo que o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, destacou que a inflação está desacelerando, mas alertou que o indicador ainda está longe da meta de 2%.
Apesar disso, prevaleceram as expectativas por um relaxamento monetário do Fed, sobretudo de olho em Waller. Pontualmente, os rendimentos arrefeceram perdas e o do T-bond de 30 anos chegou a oscilar no azul, após o Tesouro americano informar que o leilão de US$ 39 bilhões em T-notes de 7 anos ter ficado com demanda abaixo da média.
Olhando para os próximos movimentos, a Capital Economics espera que os rendimentos da T-note de 2 anos caiam mais que os da T-note de 10 anos entre agora e o fim de 2024. “A curva de rendimentos do Tesouro passou por um período de ‘desinversão’ no início deste ano, mas esta situação inverteu o curso em novembro, com o spread de rendimento entre as T-notes de 2 e 10 anos voltando a uma diferença de cerca de 50 pontos-base”, aponta análise.