Diante disso, os rendimentos dos bônus europeus renovaram o ímpeto descendente, com o do Bund alemão de 10 anos nos níveis mínimos desde maio. O movimento reflete expectativas de que o BCE relaxe a política monetária em 2024, embora o dirigente Martins Kazaks tenha dito hoje que a discussão é prematura.
Seja como for, a aposta por alívio nos juros à frente se traduziu em uma sessão favorável à renda variável europeia. Em destaque, o índice DAX, de Frankfurt, encerrou com ganho de 0,75%, a 16.656,44 pontos, em nova máxima histórica. A ação da Volkswagen liderou o movimento, após reportagem da Reuters revelar que a montadora planeja cortes de custos de até 10 bilhões de euros. Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,34%, aos 7.515,38 pontos. O papel da Tui, do setor de viagens, saltou 14,06%, após relatos de que a companhia estuda remover a listagem do mercado britânico e se transferir para Frankfurt.
Em Paris, o índice CAC 40 ganhou 0,66%, aos 7.435,99 pontos. Casino perdeu 4,33%, em correção após ter disparado 34% na véspera. Ontem (5), os grupos varejistas franceses Auchan e Intermarché anunciaram discussões para a formação de uma aliança de longo prazo, depois de terem feito oferta conjunta para supermercados da Casino. Apesar disso, ainda prevalecem incertezas sobre o futuro da empresa, que tenta reestruturar a dívida após ter firmado acordo de capitalização com o bilionário tcheco Daniel Kretinsky.
Em segundo plano nas mesas de operações, há dúvidas sobre a capacidade de a União Europeia firmar um acordo para definir regras sobre o orçamento. À Reuters, uma fonte do Ministério das Finanças alemão afirmou ver pelo menos 50% de chance de um entendimento ser alcançado.
Entre outras praças, o FTSE MIB, de Milão, subiu 0,81%, aos 30.326,29 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 avançou 0,51%, aos 6.609,90 pontos, enquanto o Ibex 35, de Madri, ganhou 0,19%, a 10.258,10 pontos. As cotações são preliminares.