Por volta das 18h (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos caía a 4,365%, o da T-note de 10 anos baixava a 3,856%, e o do T-bond de 30 anos cedia a 3,978%.
Nesta manhã, a chance de o Fed cortar a taxa básica em março alcançou 80%, conforme a plataforma de monitoramento do CME Group. Ontem, no entanto, o presidente da distrital de Chicago, Austan Goolsbee, alertou que o Fed não será forçado a tomar as decisões que o mercado precifica.
Hoje, o presidente do Fed Filadélfia, Patrick Harker, enfatizou que, apesar de todo o progresso que a economia americana vem fazendo na luta contra a inflação, o Fed ainda não vai cortar taxas em um futuro próximo. “Precisamos segurar os níveis de juros por enquanto”, disse ele em entrevista à Rádio WHYY, ao avaliar que, a inflação chegou ao pico nos EUA devido a uma crença em “dados mais leves”, isto é, ao apego dos conselheiros do Fed aos recortes positivos dos dados econômicos do país. Harker avalia que o mesmo erro não será cometido duas vezes, e por isso os cortes de juros serão graduais.
Amanhã, serão divulgados os pedidos de auxílio-desemprego da semana até 16 de dezembro. Já na sexta-feira, há a publicação do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) de novembro, a medida preferida de inflação para o Fed. No mesmo dia, a Universidade de Michigan publica seu índice de sentimento do consumidor de dezembro, junto das expectativas de inflação.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou que leiloou hoje US$ 13 bilhões em T-bonds de 20 anos, com rendimento máximo de 4,213% – abaixo da média recente de 4,285%, de acordo com o BMO. A taxa bid-to-cover, um indicativo da demanda, ficou em 2,55 vezes, também abaixo da média recente, de 2,68 vezes.