O potencial VPL de R$ 1,5 bilhão com o projeto representa cerca de 6% do valor de mercado atual da Klabin, destaca a XP. Contudo, a corretora reitera recomendação Neutra para a companhia, respaldada principalmente por níveis de valuation pouco atraentes (múltiplo EV/Ebitda 2024 de 7,4 vezes).
Sobre o Projeto Caeté, a corretora afirma que a operação compreende 85 mil hectares (ha) de terras produtivas e 31,5 mega toneladas (mt) de madeira a ser colhida nos próximos anos, acelerando a oferta de madeira própria da Klabin (77%/59% de madeira própria para Eucalyptus e Pinus até 2026, respectivamente, ante expectativas de 54%/24% antes do projeto). Além disso, após a colheita da madeira (1º ciclo), a Klabin espera monetizar o excedente de terras proveniente da operação (60 mil ha a serem vendidos ao longo de 2025-38).
“Acreditamos que a antecipação do fornecimento de madeira própria decorrente da aquisição deverá mitigar parte dos riscos de compra de madeira nos próximos anos”, dizem os analistas da casa, Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano.
“Esperamos que os níveis de dívida líquida/Ebitda da Klabin aumentem para cerca de 4,0 vezes após a aquisição (abaixo do limite de 4,5 vezes da Klabin durante as fases de expansão), com a empresa desalavancando progressivamente até 2026-27, quando esperamos que a companhia atinja os mesmos níveis de alavancagem de 2,7 vezes que tínhamos antes do projeto (após incorporar parte das vendas de terrenos e otimização de capex/custos)”, completam.