O sinal positivo prevalece nas bolsas internacionais e nos EUA, no início da tarde desta quinta-feira em meio à esperança de que, apesar do adiamento da votação e de o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, ter dito que ainda não há acordo, o pacote fiscal dos EUA seja aprovado.
Os investidores monitoraram também os PMIs europeus em meio à disseminação da covid-19 na região. O PMI da indústria da Alemanha veio abaixo do esperado e justifica a queda da Bolsa de Frankfurt.
No mercado de commodities, os contratos futuros de petróleo recuam, após terem subido no pregão anterior. A expectativa pelo pacote fiscal americano divide espaço com preocupações em relação à disseminação da covid-19 e seus impactos sobre a demanda pela commodity.
Em que pese o apetite ao risco nos EUA verificado pela manhã, tivemos por lá a divulgação de dados mistos. O índice de atividade industrial ISM caiu de 56 em agosto para 55,4 em setembro, contrariando a previsão de alta de 56,3. A recuperação da indústria continua, embora a produção continue fraca em comparação ao nível pré-pandemia.
A percepção de maior volatilidade nos cenários fiscal e político no Brasil penaliza o Ibovespa, que negociava no início da tarde levemente abaixo dos 94 mil pontos.
No câmbio, o dólar volta a subir, com máxima a R$ 5,66. Os juros futuros acompanham a tendência da moeda americana, embutindo o incômodo e, ainda, a exigência dos investidores de retornos mais elevados para financiar o governo por meio das operações de compra de títulos públicos.
Entre os destaques de alta, figuravam as ações do setor aéreo e IRB. Entre as maiores quedas Natura, Minerva e Qualicorp.