O índice Dow Jones encerrou em baixa de 0,82%, a 38.150,30 pontos. O S&P 500 cedeu 1,61%, a 4.845,65 pontos. O Nasdaq recuou 2,23%, a 15.164,01 pontos.
Apesar do recuo de hoje, o acumulado do mês foi positivo para os índices, em meio às recentes máximas do Dow Jones e S&P 500, insuflados pelo setor de tecnologia, que também trouxe ganhos robustos ao Nasdaq no somatório do mês. Em janeiro, o Dow Jones subiu 1,22%, o S&P 500 ganhou 1,59% e o Nasdaq avançou 1,02%.
A decisão de juros do Fed hoje não teve surpresas e manteve as taxas inalteradas, mas a coletiva de Powell fez o mercado recalcular sua rota, depois do presidente da instituição dizer que não acha que haverá confiança suficiente para cortarem juros na próxima reunião, em março. A curva futura, então, consolidou as apostas pelo primeiro corte em maio, depois de reduzir as apostas para redução em março.
Segundo o ING, “a última coisa que o Fed quer” é errar novamente em um ponto de virada fundamental, como aconteceu em 2021, e por isso deve ser excessivamente cauteloso. Esse temor deve jogar o primeiro corte para maio, quando o banco holandês aposta que os membros do BC americano terão mais convicção de que a inflação foi vencida.
Em reação, os três índices firmaram queda e o Dow Jones pôs fim à sequência de máximas históricas. No início do dia, o índice chegou a resistir no azul mesmo após dados do mercado de trabalho dos EUA virem abaixo da expectativa, mas perdeu ímpeto durante a sessão.
Na temporada de balanços, o banco New York Community surpreendeu com prejuízo bem acima do esperado e suas ações se dissolveram, em um robusto tombo de 37,58%. No lado dos ganhos, Mastercard subiu 0,83%, na esteira de resultados acima do esperado. A Boeing também teve ganhos, de 5,29%, depois de divulgar prejuízo menor do que o esperado por Wall Street.
O Nasdaq caiu mais que os pares na esteira da queda de 7,50% da Alphabet hoje, depois da gigante da tecnologia lucrar menos do que o esperado com publicidade ontem.