Às 18h (de Brasília), o retorno da T-note de 2 anos caía a 4,537%; o da T-note de 10 anos recuava a 4,184%; e o do T-bond de 30 anos tinha queda a 4,328%. Na semana, os rendimentos também caíram. Pela manhã, o índice de gerentes de compras (PMI) industrial dos EUA medido pelo ISM ficou levemente acima do esperado, enquanto o sentimento do consumidor medido pela Universidade de Michigan recuou
além das expectativas do mercado. Investidores, então, intensificaram a queda dos retornos, que já caíam no começo do dia. Segundo o BMO Markets, os retornos encontraram fraqueza após a divulgação da inflação do PCE mensal ontem, e isso vem contribuindo para o recuo visto hoje.
Mais tarde, o documento divulgado hoje pelo Fed, que antecede a participação do presidente da autoridade, Jerome Powell, no Congresso americano na semana que vem, fez investidores ficarem mais confiantes de que o primeiro corte nos juros virá até a reunião de junho. Segundo o monitoramento do CME Group, a chance de redução em junho voltou a ficar acima de 70%, depois de ponderações de investidores nos últimos dias.
Além disso, investidores monitoraram discursos de dirigentes, com o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, reconhecendo a queda da inflação, apesar de “não ter pressa” para cortar os juros. Enquanto isso, o líder de Chicago, Austan Goolsbee, disse que as taxas ficarão elevadas somente pelo tempo necessário, e a inflação tem dado bons indícios de queda. A diretora do Fed Adriana Kugler falou no fim do dia, e também destacou o a perda de impulso da inflação no país.
O BMO agora afirma que o enfoque de investidores é, além das falas de Powell na semana que vem, a divulgação do payroll na sexta-feira. Mesmo assim, a instituição avalia que o resultado dificilmente será suficiente para uma mudança de rumo nos discursos do Fed. “se o Fed não estava disposto a mudar sua mensagem sobre inflação com base nos dados únicos de janeiro, o mesmo raciocínio é válido no caso de
uma surpresa negativa nas estatísticas de trabalho”, afirma.