Houve uma queda expressiva da participação do Brasil no ecossistema de inovação da América Latina. A região encerrou o primeiro trimestre de 2024 com um sinal de recuperação, acumulando um volume de US$ 935,98 milhões, uma alta de 42,95% em relação ao mesmo período de 2023 e de 5,45% na comparação com o último trimestre do ano passado. Em termos de rodadas, foram 181 no primeiro trimestre deste ano, contra 178 no mesmo período de 2023.
Historicamente, o Brasil recebe em média 60% do total de recursos destinados para o segmento na América Latina, mas no primeiro trimestre deste ano a participação ficou em 37,09%. “Ainda não podemos dizer que essa perda de representatividade brasileira é uma tendência consolidada. É preciso acompanhar esse movimento por mais tempo”, diz Gustavo Gierun, presidente executivo (CEO) e cofundador do Distrito.
Na América Latina, as fintechs mantêm a liderança em volume arrecadado (US$ 432,7 milhões) e em números de rodadas (48). Em seguida vêm os setores de saúde, com healthtechs (US$ 46,4 milhões), e de varejo, com retailtechs (US$ 13,17 milhões).
Segundo a Distrito, a melhora do ambiente macroeconômico contribuiu para o crescimento no volume de aportes. “As fintechs da América Latina, especialmente no México e na Colômbia, estão se beneficiando de um ambiente macroeconômico mais favorável, atraindo novas rodadas de investimento”, diz Gierun. “Já no Brasil, onde temos um ecossistema de inovação financeira mais maduro, as fintechs estão focadas em consolidar seus produtos e expandir seus mercados, principalmente através de fusões e aquisições, refletindo uma fase de consolidação estratégica no País.”