Nos Estados Unidos, sai a pesquisa da Universidade de Michigan com as expectativas de inflação e a confiança do consumidor. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, participa de evento.
Confira os 3 assuntos que você precisa saber nesta sexta-feira
Bolsas internacionais
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, com Tóquio subindo após decisão sobre juros do Banco do Japão (BoJ) – que manteve a taxa de depósitos inalterada na faixa de 0% a 0,1% – e Taiwan valorizado em seu terceiro dia seguido. Já as bolsas europeias estão no vermelho nesta manhã, assim como os futuros de Nova York.
A Bolsa de Paris é o destaque negativo, registrando perdas de mais de 2% e afetando as bolsas da região. A fuga de investidores é causada pelas incertezas com as eleições no país. O presidente da França, Emmanuel Macron, convocou eleições legislativas de maneira extraordinária após seu partido sofrer uma derrota para o Reagrupamento Nacional (RN), de Marine Le Pen, de extrema-direita, no Parlamento Europeu. A decisão pode ser arriscada, pois pode levar a extrema-direita ao poder no país pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.
Agenda econômica no Brasil
O sinal negativo das bolsas internacionais pode pesar no Ibovespa em meio ainda à queda do petróleo e com riscos no cenário fiscal ainda no foco. O minério de ferro fechou em alta de 1,97%, cotado a US$ 114,10.
O dólar mais forte ante a maioria das moedas emergentes, como peso mexicano e lira turca, pode indicar dias de perdas para o real, enquanto os juros futuros ficam mais sensíveis aos retornos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense), que recuam nesta manhã. Na última quinta-feira, o dólar recuou para R$ 5,36 após Haddad falar em corte de gastos.
O IBC-Br deve mostrar avanço de 0,40% em abril, após cair 0,34% em março. No lado das contas públicas, as medidas de compensação avaliadas pelo Senado para cobrir os custos da desoneração da folha de empresas e municípios devem render quase R$ 10 bilhões a menos do que o esperado pela equipe econômica.
Haddad voltará a receber representantes do setor financeiro nesta sexta-feira após o impasse da semana passada, que azedou ainda mais o humor do mercado. Haddad reclamou publicamente de vazamento de “informações falsas” logo depois de se reunir com gestores financeiros, entre eles o CEO do Santander Brasil (SANB11), Mario Leão, que estará de novo com Haddad nesta sexta-feira.
Agenda do dia
A agenda desta sexta-feira (14) traz a divulgação do IBC-Br de maio (9h). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reúne-se com representantes de grandes bancos em São Paulo (9h30). O Ministério da Fazenda divulga o boletim Prisma Fiscal, com as previsões do mercado para os principais indicadores fiscais (10h).
Nos Estados Unidos, sai a pesquisa da Universidade de Michigan com as expectativas de inflação e a confiança do consumidor (11h00), além de serem esperados discursos do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Chicago, Austan Goolsbee (15h00), e da diretora do Fed Lisa Cook (20h00). A presidente do BCE, Christine Lagarde, participa de evento (14h30).