Em ao menos um desses casos, a contradição é gritante: a Argentina registra inflação interanual de 276,4% e acúmulo de 71,9% só em 2024, de acordo com números mais recentes do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC). Além disso, o Estimador Mensal da Atividade Econômica (EMAE) revelou que no primeiro trimestre do ano, a economia argentina encolheu 5,3%. Ainda assim, os investidores vêm colhendo bons rendimentos no mercado financeiro hermano.
O rali do cobre e do ouro no mundo é um dos fatores que vem ajudando as bolsas sul-americanas. Os mercados de Chile, Peru e Colômbia conseguem aumentar seus ganhos, em meio ao momento pelo qual passam essas commodities. O ouro, vale lembrar, é um dos investimentos que mais sobe em 2024, negociado pela primeira vez acima dos US$ 2,3 mil a onça-troy.
A entrada de capital estrangeiro é outro elemento que ajuda a explicar o movimento de alta: em maio, o volume mensal vindo de fora foi nada menos do que 40% do total negociado pela bolsa colombiana. No Brasil, por outro lado, houve saída de R$ 1,6 bilhão de capital estrangeiro no mesmo mês. E no acumulado do ano, até o dia 11 de junho, os gringos retiraram cerca de R$ 40 bilhões da B3. O País vive período bem diverso daquele observado nos países vizinhos, como mostra esta reportagem.
Já no Norte global, o boom das inteligências artificiais e fortes resultados corporativos levaram os índices S&P 500 e Nasdaq (ambos dos Estados Unidos) a patamares de recordes históricos. Confira abaixo a lista com 17 bolsas, levantadas pela Elos Ayta Consultoria: