O cenário inflacionário vivido pelos Estados Unidos é outro fator que contribui para o redirecionamento da política monetária no ambiente doméstico. O Federal Reserve (Fed, banco central estadunidense) ainda resiste em começar a cortar os juros por lá. Dado o novo cenário, as corretoras ajustaram as expectativas para o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do País, e para o dólar, ao fim deste ano.
As apostas para o dólar abaixo de R$ 5 reduziram. A estimativa de corretoras e analistas é de que a moeda estadunidense fique entre R$ 5 e R$ 5,30. Essas mudanças também foram determinantes na projeção do relatório de mercado Focus para o câmbio de 2024. Hoje, a estimativa feita pelo BC é de R$ 5,13. Na última quarta-feira (19), o dólar fechou em alta de 0,14%, a R$ 5,44. Se as apostas estiverem corretas, a tendência é de que o câmbio recue nos próximos meses.
Com as apostas de que o Fed dê início aos cortes de juros ainda neste ano, é possível que a moeda norte-americana também recue, trazendo alívio para o real até o fim de 2024. A expectativa majoritária de analistas e investidores é de que o BC dos EUA comece a cortar os juros de lá entre os meses de novembro e dezembro.