Desde a sexta-feira, quando a Pfizer e a BioNTech entraram com pedido de uso emergencial do imunizante junto à americana FDA (equivalente à brasileira Anvisa), o ânimo tem sido a tônica nos mercados europeus.
Ontem, o chefe da Operação Warp Speed, Moncef Slaoui, que coordena os esforços dos EUA em torno de uma vacina contra a covid-19, afirmou que as primeiras doses podem ser aplicadas no país a partir de 12 de dezembro.
Antes da abertura dos negócios hoje, nova notícia para embalar os otimistas: a AstraZeneca informou que sua vacina contra a covid-19, elaborada com a Oxford, apresentou, em média, 70% de eficácia e, em alguns casos, de 90%.
Apesar de ter taxas menos eficazes do que as da Pfizer e da Moderna, a vacina da AstraZeneca pode ser armazenada em geladeiras – e não em super-refrigeradores, como as concorrentes. Peter Horby, professor de saúde global de Oxford, destacou à Reuters que isso significa que é uma solução mais prática para uso em todo o mundo.
Ainda assim, o papel da companhia cedia 1,67% há pouco na Bolsa de Londres. O suporte do índice britânico vem do setor de petróleo, uma vez que o barril salta diante da expectativa de proximidade com a vacina. Os papéis da BP subiam 3,13% há pouco, com alta de 1,60% do Brent. O FTSE ia para 6.374,68 pontos (+0,37%).
A Bolsa de Paris tinha alta de 0,75%, a de Frankfurt subia 0,95%, a de Milão avançava 0,97%, a de Madri tinha valorização de 0,90% e a de Lisboa exibia +0,64%.
Todo o otimismo passou ao largo de indicadores da região. O índice dos gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro caiu ao menor nível em seis meses diante da segunda onda de covid-19 no continente, segundo a IHS Markit. O indicador baixou de 50 pontos em outubro a 45,1 na prévia de novembro. A projeção de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal era de queda menor, a 47,1. Índices abaixo de 50 indicam retração na atividade.
Contudo, resultados melhores do que o esperado nos PMIs do setor industrial da zona do euro e da Alemanha deram fôlego ao euro, que subia a US$ 1,1881. Apesar de recuos na margem, o bom desempenho das prévias dos índices manufatureiros impediu que fosse ainda pior a leitura do indicador composto – esse, bastante pressionado pela baixa em serviços, já com a segunda onda de covid-19 no radar.