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Mercado

Ações da Moderna caem após dúvidas sobre vacina contra coronavírus

Especulação em ações de biotechs tem sido recorrente no mercado durante a pandemia

Sede Moderna Inc.
Fachada da sede da Moderna Inc., nos Estados Unidos: estudos em fase inicial têm bastado para movimentar milhões nos mercados. (Bryan Snyder/ Reuters)
  • Papéis do laboratório tiveram 10% de queda na Nasdaq após especialistas apontarem inconsistência nos resultados que provocaram euforia nos mercados um dia antes
  • Na segunda-feira, empresa chegou a anunciar venda de US$ 1,25 bilhão em ações para financiar produção em larga escala da vacina
  • Oscilação brusca das ações repete outros laboratórios que se valorizaram repentinamente com estudos ainda longe de um resultado efetivo

(Drew Armstrong, WP Bloomberg) – As ações da Moderna Inc. caíram de uma alta histórica, um dia após o laboratório anunciar resultados positivos em testes com uma vacina contra coronavírus e uma venda de ações de US$ 1,25 bilhão, na segunda-feira (18). Reflexo de uma análise especializada e racional do estágio em que o tratamento desenvolvido pelo laboratório se encontra: inicial, distante de ser uma solução em larga escala para a curva do covid-19.

As ações atingiram um recorde na segunda-feira e ajudaram a puxar para cima as bolsas do mundo todo, depois que a empresa de Cambridge, Massachusetts, divulgou dados iniciais de um estudo de sua vacina experimental. O estudo foi projetado para mostrar que o tratamento era seguro e teve sucesso nessa frente. Ele também continha dados de oito pacientes, mostrando que produzia marcadores de resposta imune, um sinal de esperança de que poderia ser eficaz no combate ao vírus em testes mais amplos.

Pelos padrões dos estudos médicos, esses dados parciais iniciais são considerados território exclusivo de especialistas e day traders. Mas, depois de 4,9 milhões de infecções por coronavírus e mais de 320.000 mortes em todo o mundo, um vislumbre de esperança médica – por menor que seja – foi suficiente para transferir trilhões de dólares em valor nos mercados. No Brasil, a terça-feira registrou o primeiro dia com mais de mil mortes registradas em 24 horas (1.179), chegando a um total de 17.971 vítimas.

Após o aumento de 20% na segunda-feira, para US$ 80, a empresa anunciou, após o fechamento, que venderia 17,6 milhões de ações a US$ 76. Na terça-feira (19), a Moderna fechou em queda de 10%, para US$ 71,67. Uma queda gradual nas ações que começou quando o pregão foi aberto ganhou impulso depois que um relatório da publicação de saúde Stat destacou a natureza inicial dos dados da vacina, ajudando a arrastar o mercado em geral.

Ninguém sabe se a vacina da Moderna funciona

Stat citou a falta de um comunicado de imprensa dos Institutos Nacionais de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, que fizeram parceria com a Moderna no teste. A publicação também citou especialistas que disseram que estavam esperando para ver mais dados da empresa antes de chegar a uma conclusão.

Um analista de Wall Street levantou a principal dúvida sobre a vacina experimental, chamada mRNA-1273, enquanto elevava sua meta de preço das ações de US $ 80 para US $ 112 por ação.

“Ainda não sabemos se o mRNA-1273 é de fato protetor contra a infecção por coronavírus em humanos”, disse George Farmer, da BMO Capital Markets. Tradução: ninguém sabe se a vacina ainda funciona. A empresa também não disse como planeja ganhar dinheiro com a vacina.

Gilead, fabricante do remdesivir, passou pelo mesmo processo

A mesma dinâmica de mudança de mercado aconteceu algumas semanas antes com a Gilead Sciences Inc.

Em abril, o valor da empresa e o mercado em geral aumentaram após um relatório de que o medicamento Covid-19 da empresa havia ajudado um pequeno grupo de pacientes em Chicago. Uma semana depois, eles despencaram – e enviaram o S&P 500 também – depois de outro relatório de que a droga poderia não funcionar, afinal.

O medicamento, remdesivir, foi liberado pela Administração de Medicamentos e Alimentos dos EUA sob uma autorização de emergência enquanto mais dados são aguardados.

Ações de biotechs motivam especulação desenfreada

A especulação em ações de empresas que desenvolvem terapias para a covid-19 ficou tão desenfreada que não são necessárias muitas notícias para causar mudanças drásticas nos preços das ações. A Aldeyra Therapeutics Inc., uma empresa de biotecnologia com um valor de mercado de pouco mais de US$ 100 milhões, subiu 19% no final do pregão de terça-feira (12), depois que a empresa agendou uma chamada para “fornecer uma atualização de desenvolvimento da covid-19”.

Na sexta-feira (15), a Sorrento Therapeutics chegou a ter valorização de 280% na Nasdaq após anunciar ter encontrado um anticorpo totalmente eficaz contra o coronavírus. No caso do laboratório da Califórnia, há o agravante de um histórico de fraude bilionária envolvendo um de seus acionistas, que acabou tendo influência direta nos papéis da empresa e de concorrentes.

Uma vacina é considerada um passo crucial para elevar as medidas de distanciamento social e reabrir com segurança economias, escolas e eventos em todo o mundo. A pandemia estimulou uma corrida global por farmacêuticos, instituições acadêmicas e governos para encontrar uma vacina.

Vacina da Moderna deu resultado positivo em 8 pacientes

No teste da fase 1 da vacina da Moderna, os pesquisadores analisaram amostras de sangue dos voluntários do teste e se a vacina os ajudou a gerar anticorpos que teoricamente poderiam combater uma infecção. Os pesquisadores descobriram que, em dois níveis de dose mais baixos usados ​​no estudo, os níveis de anticorpos encontrados após uma segunda injeção de reforço da vacina igualaram ou excederam os níveis de anticorpos encontrados em pacientes que se recuperaram do vírus.

Em 25 pessoas que receberam uma das duas doses menores usadas no estudo, os pesquisadores relataram que os níveis de anticorpos eram iguais ou superiores aos encontrados em pacientes que se recuperaram do vírus.

Uma segunda análise, avaliando a qualidade desses anticorpos, estava disponível apenas para oito pessoas, porque leva mais tempo para ser realizada. Mas em todas as oito pessoas, a vacina estimulou com sucesso o corpo a criar anticorpos capazes de neutralizar o vírus no tubo de ensaio, para que não pudesse mais infectar células.

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