A agenda do mercado hoje traz ainda uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir anúncios referentes ao setor da indústria de alimentos na tarde desta terça-feira. O Tesouro faz leilão de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B, títulos públicos com rendimento atrelado à inflação) e Letra Financeira do Tesouro (LFT, título pós-fixado com rentabilidade atrelada à taxa de juros).
Confira os 3 assuntos mais importantes do dia
Bolsas internacionais
Os futuros de Nova York operam perto da estabilidade, após baterem recordes na segunda-feira (15) diante de mais indicações de que o Fed está próximo de iniciar o ciclo de afrouxamento monetário.
Além disso, o atentado contra o ex-presidente dos EUA Donald Trump aumentou as chances de sua reeleição em novembro, somado à sua tendência em adotar incentivos fiscais no país.
A presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, afirmou, em discurso na última segunda-feira, que o país está “em um período no qual é provável a normalização da política monetária”. “Depois de longa luta, a inflação está baixando e mercado de trabalho está desacelerando”, comentou.
As bolsas europeias caem nesta manhã, pressionadas por ações de mineradoras e setor de luxo. Os papéis da Rio Tinto (RIOT34) caíam quase 3% perto das 7 horas na Bolsa de Londres, após a segunda maior mineradora do mundo em valor de mercado cortar projeção para a produção de cobre e relatar embarques de minério de ferro abaixo do esperado. As ações da Hugo Boss perdiam 8,20% em Frankfurt, após a grife alemã reduzir sua expectativa de vendas para o ano.
Na Alemanha, o índice ZEW de expectativas econômicas caiu para 41,8 pontos em julho, ante 47,5 pontos em junho, mas ficou um pouco acima da expectativa de analistas (41,5 pontos).
Commodities
O fôlego curto em Nova York tende a limitar uma valorização do Ibovespa. As commodities não favorecem recuperação, com o recuo do petróleo e a baixa de 0,96% do minério de ferro na China.
Mercado brasileiro
O EWZ, principal fundo de índice (ETF) do Brasil negociado em Wall Street, operava em alta de 0,48% no pré-mercado por volta das 7h15. O recuo dos rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) e o dólar mais fraco ante várias moedas emergentes tendem a favorecer o real e dar viés de baixa aos juros futuros. Mas as incertezas no âmbito fiscal persistem.
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou na segunda-feira (15) que a proposta de aumentar a alíquota da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) para compensar a desoneração da folha de salários “está na mesa”.
Entretanto, analistas avaliam que o desafio para se compensar integralmente, em 2024, a renúncia fiscal com o benefício aos 17 setores e a pequenas e médias prefeituras tem se tornado cada vez maior.
O novo cálculo com o qual o Ministério da Fazenda e o Congresso trabalham é de que a desoneração resultará em uma renúncia de cerca de R$ 18 bilhões neste ano.
A XP Investimentos calcula que o crescimento da CSLL poderia dar ao governo R$ 2,2 bilhões em um cenário otimista de aprovação ainda em julho. Pesquisa do BTG Pactual com 33 participantes do mercado hoje aponta que 70% deles acreditam que o governo fará um contingenciamento de ao menos R$ 5 bilhões no próximo relatório de receitas e despesas, a ser divulgado em 22 de julho.
*Com informações do Broadcast