• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O tamanho do estrago que a alta do dólar fez no lucro das empresas no 2º trimestre

Análise de 293 companhias da Bolsa mostra dados conflituosos

Por Einar Rivero

21/08/2024 | 8:45 Atualização: 21/08/2024 | 10:10

Receba esta Coluna no seu e-mail
Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

As empresas não financeiras listadas na B3 tiveram bons desempenhos em várias métricas-chave no segundo trimestre de 2024. A partir de 293 balanços financeiros recentemente divulgados, nota-se que as vendas cresceram 9,34% em relação ao segundo trimestre do ano passado, totalizando R$ 824 bilhões, um crescimento que superou a inflação do período (4,23%).

Leia mais:
  • Dólar a R$ 7? Entenda por que isso não deve acontecer
  • Da lama à nova máxima histórica: o que provocou a reviravolta do Ibovespa no ano?
  • OPINIÃO: O que significa o Ibovespa liderar a rentabilidade global em agosto
Cotações
04/02/2026 3h10 (delay 15min)
Câmbio
04/02/2026 3h10 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

As empresas da Bolsa de Valores conseguiram ainda expandir suas operações para além da alta nos preços. O custo de produtos vendidos subiu 7,94%, enquanto o lucro bruto teve aumento de 14,22%, totalizando R$ 191,5 bilhões. Esse resultado sugere melhoria na eficiência operacional das companhias, que gastaram proporcionalmente menos para produzir e vender mais.

O lucro antes dos juros e impostos (Ebit), que reflete o ganho operacional das companhias, também cresceu: 19,74% de alta no segundo trimestre, alcançando R$ 93,6 bilhões – sinal de uma gestão operacional eficaz.

Publicidade

O impacto do dólar no balanço das empresas da Bolsa

O cenário muda quando consideramos o impacto das despesas financeiras sobre o resultado, sobretudo daquelas influenciadas pela variação cambial.

O dólar Ptax – cotação de referência para as operações de câmbio no mercado financeiro calculada durante o dia pelo Banco Central – havia caído 5,40% no segundo trimestre de 2023, mas registrou alta de 11,26% no mesmo período em 2024. Isso elevou as despesas financeiras em 31,63%, ou R$ 99,2 bilhões, impactando negativamente os resultados gerais: as companhias ficaram com um saldo negativo de R$ 60,9 bilhões, 43,82% maior do que o registrado no segundo trimestre do ano passado.

A valorização do dólar teve efeito direto no endividamento. A dívida bruta das empresas listadas na B3 subiu 15,39%, enquanto a dívida líquida cresceu 10,09%. O caixa, por outro lado, aumentou 27,29%, o que pode indicar que essas companhias tentaram mitigar os efeitos da alta do dólar por meio da acumulação de reservas.

Há reflexos também na distribuição de dividendos, que avançou significativamente: 31,62% de alta em comparação ao segundo trimestre de 2023, totalizando R$ 42,4 bilhões. Sinal de esforço para manter a confiança dos investidores mesmo em um cenário financeiro adverso.

Publicidade

É importante salientar que a amostra de 293 empresas desconsidera os resultados de quatro gigantes: Petrobras (PETR3; PETR4), Vale (VALE3), Oi (OIBR3) e Suzano (SUZB3). A razão é simples: dado o peso desproporcional dessas companhias, sua inclusão distorce os resultados gerais.

Caso sejam incluídas na análise, o lucro líquido das 297 empresas não financeiras da B3 marca R$ 45,2 bilhões no segundo trimestre de 2024, o que representa queda de 30% em comparação aos R$ 64,64 bilhões registrados no mesmo período de 2023. Isso prova que a exclusão dessas quatro companhias é necessária para garantir que nossa análise reflita o desempenho médio real da Bolsa brasileira.

Benefícios e desafios das empresas com o câmbio

A variação cambial, muito além de ser um mero efeito contábil, tem implicações reais nos resultados das empresas. A alta do dólar pode beneficiar empresas exportadoras, que veem suas receitas aumentarem em reais e, por outro lado, prejudica quem tem grandes passivos em moeda estrangeira, que vê aumento súbito de despesas financeiras e corrosão de lucros operacionais – entenda mais nesta reportagem.

Recomenda-se, portanto, não subestimar o impacto da variação cambial. As empresas brasileiras se mostraram resilientes no segundo trimestre de 2024, mas também vulneráveis à variação cambial. Logo, uma gestão eficaz do hedge (proteção) cambial deverá ser fator decisivo para o sucesso contínuo dessas companhias nos próximos balanços.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • B3
  • Balanço
  • Câmbio
  • Dolar
  • Empresas
  • Lucro

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje bate recorde e fecha acima de 185 mil pontos com ata do Copom

  • 2

    Dow Jones hoje em tempo real: veja a cotação agora e o que está mexendo com Wall Street

  • 3

    Regulamentação de criptomoedas entra em vigor

  • 4

    O investidor invisível: como o capital estrangeiro está moldando a indústria de FIIs

  • 5

    O ouro é o novo dólar: por que investidores estão revendo o papel da moeda americana como porto seguro

Publicidade

Quer ler as Colunas de Einar Rivero em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o INSS libera calendário de pagamento de fevereiro de 2026 para aposentados; veja datas
Logo E-Investidor
INSS libera calendário de pagamento de fevereiro de 2026 para aposentados; veja datas
Imagem principal sobre o Descontos indevidos no INSS: como funciona o processo de contestação?
Logo E-Investidor
Descontos indevidos no INSS: como funciona o processo de contestação?
Imagem principal sobre o Como consultar o valor de antecipação do FGTS, mesmo com dívida na Caixa?
Logo E-Investidor
Como consultar o valor de antecipação do FGTS, mesmo com dívida na Caixa?
Imagem principal sobre o Conta de luz continua sem acréscimo de tarifa em fevereiro de 2026; entenda
Logo E-Investidor
Conta de luz continua sem acréscimo de tarifa em fevereiro de 2026; entenda
Imagem principal sobre o Dívidas do FIES: qual o prazo para renegociação em 2026?
Logo E-Investidor
Dívidas do FIES: qual o prazo para renegociação em 2026?
Imagem principal sobre o Bolsa Família não realiza pagamentos nesta semana; entenda o motivo
Logo E-Investidor
Bolsa Família não realiza pagamentos nesta semana; entenda o motivo
Imagem principal sobre o Dívidas do FIES: quem pode solicitar a renegociação em 2026?
Logo E-Investidor
Dívidas do FIES: quem pode solicitar a renegociação em 2026?
Imagem principal sobre o Descontos indevidos no INSS: veja como contestar e recuperar os valores cobrados
Logo E-Investidor
Descontos indevidos no INSS: veja como contestar e recuperar os valores cobrados
Últimas: Colunas
Vale a pena atualizar o valor dos seus imóveis em 2026?
Yuri Freitas
Vale a pena atualizar o valor dos seus imóveis em 2026?

Regime permite reduzir IR sobre ganho de capital, mas elimina redutores históricos e impõe prazos de carência para venda

03/02/2026 | 17h14 | Por Yuri Freitas
Bitcoin a US$ 20 mil? Essa é a projeção de alguns e, mesmo assim, ainda vale a pena
Vitor Miziara
Bitcoin a US$ 20 mil? Essa é a projeção de alguns e, mesmo assim, ainda vale a pena

Histórico de correções, papel da MicroStrategy e a matemática do risco x retorno entram no radar dos investidores de cripto

03/02/2026 | 15h03 | Por Vitor Miziara
Preço-teto: o antídoto contra decisões emocionais no mercado de ações
Marco Saravalle
Preço-teto: o antídoto contra decisões emocionais no mercado de ações

Ferramenta ajuda a separar preço de valor e impõe disciplina ao investimento em ações focadas em renda

02/02/2026 | 14h11 | Por Marco Saravalle
2026 é o ano decisivo para organizar herança e proteger patrimônio
Samir Choaib
2026 é o ano decisivo para organizar herança e proteger patrimônio

As mudanças no ITCMD que entram em vigor a partir de 2027 tornam o planejamento sucessório mais complexo e quem deixar para depois pode pagar mais

31/01/2026 | 06h00 | Por Samir Choaib

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador