Na semana passada, após várias palestras, Galípolo gerou incertezas sobre o rumo da taxa Selic neste ano, mas afirmou que a alta de juros está na mesa e que o BC não vai hesitar se for necessário.
Já o relatório Focus do mercado indica que a taxa básica de juros permanecerá em 10,5% ao ano no fim de 2024, projeção usada pela décima semana consecutiva. Em 2025, a mediana se manteve em 10% ao ano, indicando corte de apenas 0,5 ponto porcentual no ano que vem.
Quanto ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o documento previu um aumento pela sexta semana consecutiva, indo de 4,22% para 4,25%, e se distanciando ainda mais do centro da meta, de 3%. A estimativa intermediária para a inflação de 2025 subiu de 3,91% para 3,93%.
Além da divulgação do Focus esta manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) cresceu 0,3 ponto em agosto, a 93,2 pontos, na série com ajuste sazonal. Em julho, o indicador havia atingido 981,6 pontos. Com o resultado desta segunda-feira, a média móvel trimestral do índice subiu 1,3 ponto.
Já o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou em seis das sete capitais pesquisadas na terceira quadrissemana de agosto, informou a FGV. O indicador fechou a semana com variação de 0,09%, desacelerando ante a segunda quadrissemana do mês (0,31%).
No exterior, um feriado fechará os mercados no Reino Unido, e estão programadas as encomendas de bens duráveis americanos em julho e o lucro industrial na China. Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na Bolsa de Valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
* Com informações do Broadcast