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Selic a 11,25%: Quanto rendem R$ 10 mil investidos?

Ajustes na taxa básica de juros pelo BC têm reflexos imediatos nos retornos de diferentes aplicações financeiras

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Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)
Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)

A Selic, a taxa básica de juros da economia, exerce um papel fundamental na determinação das rentabilidades dos investimentos no Brasil. Quando o Banco Central decide ajustar a Selic, essa mudança tem reflexos imediatos nos retornos de diferentes aplicações financeiras. Com a taxa de juros atual em 11,25% ao ano, muitos investidores se perguntam: quanto rende agora o dinheiro investido?

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A resposta não é tão simples. Primeiro, depende de qual tipo de investimento está sendo utilizado e a qual indexador ele está atrelado. Alguns produtos, como o Tesouro Direto ou os CDBs, podem oferecer rentabilidades prefixadas e pós-fixadas (atreladas à Selic ou ao CDI).

A Selic, por exemplo, influencia diretamente a rentabilidade de investimentos de renda fixa, como a poupança, CDBs, Tesouro Direto, entre outros. Nesse caso, com o aumento dos juros, esses investimentos tendem a ter uma rentabilidade mais alta, uma vez que os rendimentos são ajustados com base nas expectativas de inflação e na própria Selic. Vale ressaltar que a Selic não é o único fator que determina o rendimento de uma aplicação.

Poupança

A poupança é um dos investimentos mais tradicionais da família brasileira, mas, em tempos de Selic elevada, ela fica bem atrás de outras opções. Atualmente, a poupança paga 0,5% ao mês ou 6,17% ao ano, acrescidos da variação da Taxa Referencial. Embora seja uma opção muito popular, em termos de rentabilidade, a poupança ocupa a última posição em comparação com outros investimentos que serão apresentados a seguir.

Para ilustrar, se o investidor aplicar R$ 10 mil na poupança e mantiver o dinheiro por 5 anos, o saldo final será de R$ 14.152,99, ou seja, um ganho de apenas R$ 4.152,99. No entanto, muitos não consideram a poupança um “investimento”, mas sim uma forma de guardar dinheiro, uma vez que seu rendimento não acompanha a inflação e perde em termos de rentabilidade quando comparado a outras alternativas de mercado.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é uma das opções mais procuradas por quem busca uma alternativa com baixo risco e alta liquidez, especialmente quando comparado a outros tipos de investimento. Com a Selic em 11,25%, a rentabilidade do Tesouro Selic costuma ficar em torno de 11,00% ao ano, dependendo da taxa de administração do título.

Se forem aplicados R$ 10 mil em um Tesouro Selic 2029 e o investimento for mantido por 5 anos, o valor final seria de aproximadamente R$ 15.846,39. Essa rentabilidade é significativamente mais atraente do que a da poupança, e o Tesouro Selic ainda oferece a segurança de ser um título público garantido pelo governo.

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são opções de investimento que, além de oferecerem uma boa rentabilidade, têm a vantagem de serem isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas. Esses títulos possuem rentabilidade atrelada ao CDI, o que significa que, com a Selic em 11,25%, eles acompanham de perto a variação dessa taxa.

Por exemplo, se considerado um investimento em LCI ou LCA com rentabilidade de 85% do CDI, em um período de 5 anos, R$ 10 mil investidos se transformariam em R$ 15.624,71, considerando a Selic fixa em 11,25% ao ano. Esse tipo de aplicação é atrativo não apenas pela rentabilidade competitiva, mas também pela isenção de impostos, o que aumenta ainda mais o retorno líquido para o investidor.

CDBs

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são, muitas vezes, os grandes vencedores em termos de rentabilidade entre as opções de renda fixa. Especialmente os CDBs que pagam 105% do CDI, que se destacam quando comparados a títulos públicos e outras opções de renda fixa. Com esse tipo de aplicação, R$ 10 mil investidos por 5 anos se transformariam em R$ 16.172,09, superando outras alternativas em termos de retorno.

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Vale lembrar que a decisão sobre onde investir dependerá muito do perfil de risco de cada investidor, dos objetivos financeiros e da necessidade de liquidez. Com a Selic alta, quem busca rentabilidade no curto e médio prazo tem boas oportunidades, mas é importante agir com cautela e planejamento. O segredo está em escolher as opções que melhor se encaixam no perfil e, principalmente, no apetite ao risco.

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