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Negócios

“A deterioração das expectativas inflacionárias é preocupante”, diz economista da Genial

Para José Márcio Camargo a credibilidade fiscal e monetária do Brasil está no centro da crise e deve ditar os rumos de 2025

Por Murilo Melo

23/12/2024 | 3:00 Atualização: 23/12/2024 | 18:55

José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos (Foto: Divulgação/ Genial)
José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos (Foto: Divulgação/ Genial)

O cenário político brasileiro promete continuar ditando os rumos do mercado financeiro em 2025. No Brasil, a aprovação das reformas tributária e administrativa, além da pauta fiscal, são vistas como determinantes para a construção de um ambiente de negócios mais eficiente.

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Com isso, o estresse no mercado escalou nas últimas semanas e as expectativas em relação ao ciclo de aperto monetário se intensificaram. Mesmo com medidas como o leilão de recompra de NTN-Bs pelo Tesouro Nacional, as taxas voltaram a disparar, refletindo um cenário de alta volatilidade e incertezas econômicas, impactando tanto investidores locais quanto estrangeiros.

Nas últimas semanas, o estresse no mercado escalou e as expectativas em relação ao ciclo de aperto monetário se intensificaram. Mesmo com medidas como o leilão de recompra de NTN-Bs pelo Tesouro Nacional, as taxas voltaram a disparar, refletindo um cenário de alta volatilidade e incertezas econômicas, impactando tanto investidores locais quanto estrangeiros.

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Esse cenário, somado à preocupação com o risco fiscal e o impacto das decisões do Federal Reserve, amplia a cautela no mercado financeiro, refletindo um momento de grande instabilidade e ajustes severos nas expectativas econômicas. A curva de juros já precifica uma Selic de 17,50% ao fim de 2025, e as apostas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, em janeiro se dividem entre aumentos expressivos, com alta de até 2 pontos percentuais esperada para alcançar patamares próximos a 14%.

José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, analisa esses desdobramentos em entrevista, com projeções sobre reformas, desafios fiscais e as estratégias que investidores podem adotar em um cenário global marcado pela volatilidade e incerteza. “No início do ano, muitos acreditavam que a inflação ficaria próxima de 3%, mas agora ninguém mais acredita nisso, e a deterioração das expectativas inflacionárias é preocupante”, diz.

E-Investidor – O estresse tem ditado as rotas do mercado financeiro nas últimas semanas. Onde está a raiz do problema? 

José Márcio Camargo – A situação fiscal do Brasil está cada vez mais complicada, principalmente porque o governo tem aumentado os gastos de forma muito acelerada, mesmo com as receitas crescendo 9% em 2024. O resultado é que o déficit primário segue alto, mesmo com a receita aumentando. Isso fez com que a dívida pública subisse para 79% do PIB [Produto Interno Bruto], um nível perigoso para um país emergente. O problema é que, apesar da alta de receitas em 2024, o governo não conseguiu aumentar impostos de maneira expressiva e esse movimento também não deve acontecer em 2025, o que pode aprofundar o déficit e aumentar a dívida. Para controlar essa situação, seria necessário um superávit primário de cerca de 2,5% do PIB, mas as medidas que estão sendo discutidas parecem não ser suficientes para atingir esse objetivo, o que mantém o Brasil em uma situação fiscal insustentável.

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Diante dessas incertezas, como precificar cenários?  

Os mercados já refletem o cenário complicado, com juros de 13,5% ao ano, a Bolsa abaixo de 130 mil pontos e o real desvalorizado em mais de 20% este ano, gerando pressões inflacionárias. As projeções de inflação para os próximos anos estão crescendo rapidamente, com as expectativas de inflação para 2024 a 2027 ultrapassando a meta, o que representa um fator de risco. No início do ano, muitos acreditavam que a inflação ficaria próxima de 3%, mas agora ninguém mais acredita nisso, e a deterioração das expectativas inflacionárias é preocupante.

E como o investidor pode se proteger? 

Os investidores de curto prazo priorizam proteger o valor real de suas economias, optando por renda fixa atrelada ao CDI [Certificado de Depósito Interbancário] ou diversificando em moedas fortes, como o dólar. Já os investidores de longo prazo, preocupados com a baixa taxa de investimento, abaixo de 20% do PIB, buscam alternativas mais estratégicas, considerando a incerteza gerada pela maior participação do Estado na economia. Títulos públicos indexados à inflação, como NTN-Bs, oferecem boas opções, mas exigem cautela devido à volatilidade dos juros. Com assessoria adequada, ambos os perfis podem identificar oportunidades mesmo em um cenário desafiador.

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O Fed (o Banco Central dos Estados Unidos) acaba de cortar os juros no país. Como as incertezas na política monetária norte-americana e o retorno de Donald Trump à Casa Branca podem influenciar o mercado brasileiro?

A vitória de Trump nas eleições americanas deve mudar profundamente a economia dos EUA nos próximos anos. Com amplo apoio no voto popular e no colégio eleitoral, ele ganha espaço para implementar políticas protecionistas, como tarifas elevadas sobre importações da China, México e Canadá. Essas medidas podem ser usadas como estratégia de negociação, elevando as tarifas globais e reduzindo o comércio internacional, com possíveis impactos em países como o Brasil. Nos EUA, isso pode gerar inflação e levar o Federal Reserve a adotar juros mais altos.

Quais setores podem se beneficiar ou sofrer com os desdobramentos políticos globais?

A possível tarifa de 60% pelos EUA sobre produtos chineses intensificaria a desaceleração da economia da China, com crescimento já reduzido para cerca de 4,5%. O Brasil sentiria os impactos, especialmente nos setores de minério de ferro e petróleo, já que a China é um grande consumidor desses produtos. Apesar de um possível aumento nas exportações agrícolas para suprir a demanda chinesa, o efeito geral seria negativo. A redução das exportações de minerais e petróleo pesaria mais, prejudicando o comércio e o crescimento econômico brasileiro.

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De que maneira as mudanças políticas nos EUA e no Brasil estão afetando a percepção de risco e as estratégias de investidores estrangeiros para 2025?

O prêmio de risco do Brasil está subindo por causa do descontrole nos gastos públicos e da crescente dívida, levando à perda de confiança dos investidores, apesar da alta taxa de juros. Com as expectativas de inflação acima da meta e tendência de piora, o Banco Central pode ser forçado a aumentar os juros em até 3 pontos percentuais para tentar controlar a situação. A credibilidade fiscal e monetária está no centro da crise, agravada pela troca na diretoria do Banco Central. Se o pacote fiscal não convencer o mercado, o cenário pode se agravar ainda mais.

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