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Alta renda em transformação: como as carteiras administradas viraram tendência em 2025

Serviço mais personalizado dexam fundos exclusivos para trás e ganham popularidade na gestão de patrimônio; entenda

Por Jonas Chen, Gestor da B.Side Investimentos

21/01/2025 | 8:03 Atualização: 21/01/2025 | 8:03

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Perda de vantagem tributária de fundos exclusivos leva investidores a alternativas mais vantajosas, como as carteiras administradas. (Foto: Adobe Stock)
Perda de vantagem tributária de fundos exclusivos leva investidores a alternativas mais vantajosas, como as carteiras administradas. (Foto: Adobe Stock)

Recentemente, a indústria de wealth management passou por uma transformação significativa. A tradicional gestão de patrimônio via fundos exclusivos cede cada vez mais espaço para as carteiras administradas, um serviço mais personalizado e que vem ganhando popularidade entre pessoas físicas com patrimônio relevante.

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Mas por que essa mudança está acontecendo?

Vamos ao contexto. Desde o dia 1.º de janeiro de 2024, o governo federal determinou a aplicação do “come-cotas” – imposto semestral entre 15% e 20% sobre os lucros obtidos – aos fundos fechados exclusivos. Até então, esses instrumentos financeiros gozavam de benefícios tributários que os tornavam altamente atrativos para investidores com mais de R$ 20 milhões.

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Com a perda da eficiência tributária de fundos exclusivos, muitos desses investidores começaram a buscar alternativas mais vantajosas. Foi nesse cenário que as carteiras administradas se consolidaram como solução eficiente e alinhada às demandas do público de private banking (serviços financeiros para clientes com grandes aplicações).

Podemos destacar três motivos pelos quais as carteiras administradas estão ganhando espaço.

Por que as carteiras administradas estão em alta

1) Desenvolvimento do mercado de produtos

Há uma década, os fundos exclusivos ofereciam acesso privilegiado a produtos financeiros de alta qualidade, como papéis de crédito emitidos por poucas instituições. Esse cenário mudou. Hoje, o mercado está mais desenvolvido e acessível, com uma ampla gama de emissores, incluindo bancos estrangeiros e estruturas independentes. Assim, as carteiras administradas não sofrem mais de um déficit de oferta de produtos, sendo capazes de atender às necessidades de investidores sofisticados.

2) Expansão dos ativos isentos

O mercado de ativos isentos, como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e do Agronegócio (CRAs), também evoluiu significativamente. Antes concentrados em grandes bancos, esses instrumentos livres de Imposto de Renda (IR) passaram a ser amplamente acessíveis, com maior flexibilidade para emissão e diferenciação de taxas. Essa expansão permite que as carteiras administradas ofereçam soluções atrativas e diversificadas.

3) Gestão offshore

Além dos ativos isentos, as carteiras administradas ampliaram o acesso a produtos offshore (fora do País), permitindo uma gestão de patrimônio mais eficiente. Dado o momento econômico brasileiro, os investidores buscam cada vez mais mitigar os riscos associados à concentração em uma única economia.

A taxa Selic acima de dois dígitos também favorece o movimento de uma maior demanda por produtos de renda fixa.

Com um mercado mais maduro e diversificado, as carteiras administradas devem continuar ganhando tração, oferecendo eficiência tributária, personalização e uma oferta robusta de produtos. A tendência é que essa dinâmica permaneça atrativa em 2025, especialmente enquanto as taxas de juros se mantiverem elevadas.

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