Um levantamento feito por Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta, mostra que as empresas da B3 que mais se valorizaram nos últimos 5 anos foram as ligadas a commodities e exportadoras. No top 3, além da Petrobras (PETR3), a Prio (PRIO3) também foi beneficiada pela escalada dos preços internacionais do petróleo, em meio não só à pandemia, mas à eclosão de conflitos geopolíticos nos últimos anos.
Nomes ligados à economia real, dentro do setor de infraestrutura, agronegócio e elétricas, também entregaram retornos expressivos aos investidores.
Na outra ponta, entre os piores desempenhos da Bolsa brasileira nos últimos cinco anos, há nomes que praticamente dissolveram. A Magazine Luiza (MGLU3), assim como o IRB Re (IRBR3), Azul (AZUL4) e CVC (CVCB3) viram as ações perderem mais de 90% do valor no período.
Para Rivero, os últimos cinco anos de transformação do mercado deixam uma lição clara: “Setores defensivos e ligados a bens essenciais tendem a ter mais resiliência em momentos de crise, enquanto empresas dependentes do consumo discricionário e de crédito fácil enfrentam dificuldades em tempos de incerteza.”