Os analistas Vinicius Strano, Isabella Lamas e Lucca Biasi estimam melhoria contínua nas margens, mirando no processo Chapter 11 da Avon Products Inc (IPA), em dezembro de 2024, que abriu caminho para o desinvestimento da Avon International. Isso deve permitir que a administração se concentre exclusivamente nas operações na América Latina e retome a distribuição de dividendos, argumentam em relatório. “Embora o crescimento na América Latina tenha sido robusto e as margens já tenham melhorado consideravelmente, esperamos mais ganhos à frente”, escrevem.
A empresa também se beneficiou de fortes tendências de mercado, com as categorias de beleza crescendo 13% em 2023 no Brasil, de acordo com o Euromonitor, ressaltam, impulsionando a participação de mercado da marca Natura para 13% no País naquele ano.
Assim, a projeção é a de que, no longo prazo, a empresa ofereça um rendimento atraente em dividendos, de 14% em 2026. Além disso, a resiliência e os ventos demográficos favoráveis do setor de beleza, ainda subestimados pelo mercado, de acordo com os analistas, sustentam a recomendação de compra.