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Goldman Sachs e UBS BB: por que o Copom deve manter a Selic parada até 2026

BC elevou o juro básico, sinalizando a interrupção no ciclo de aperto monetário e manutenção da Selic no atual nível

Por Daniel Tozzi Mendes e Cícero Cotrim

19/06/2025 | 14:26 Atualização: 19/06/2025 | 18:15

A Selic é a taxa básica de juros (Foto: Adobe Stock)
A Selic é a taxa básica de juros (Foto: Adobe Stock)

O Comitê de Política Monetária (Copom) parece “pronto para se manter paciente” e manter a taxa Selic estacionada em 15% ao menos até o primeiro semestre de 2026, avalia o Goldman Sachs em relatório assinado pelo seu diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina, Alberto Ramos.

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Na noite de ontem, o colegiado elevou o juro básico de 14,75% para 15%, sinalizando a interrupção no ciclo de aperto monetário, e manutenção da Selic no atual nível por período “bastante prolongado”.

Para Ramos, a alta de 0,25 ponto porcentual está alinhada com o “difícil cenário” de inflação, e a comunicação do BC foi “inteligentemente elaborada” para evitar que o mercado precifique cortes no juro básico de maneira prematura. O economista pontua ainda que, embora tenha sinalizado a pausa, o Copom parece aberto a retomar o ciclo de altas se for necessário, embora a barreira para isso se concretizar no curto prazo seja “muito alta”, na ausência de choques negativos para a inflação.

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“Em nossa avaliação, a janela para cortar o juro poderá se abrir no final de 2025, dado que nessa época o horizonte relevante para a política monetária se estenderá até o segundo trimestre de 2027, mas o Copom parece pronto para ser muito paciente e manter-se resoluto até possivelmente o primeiro semestre de 2026”, escreveu Ramos. *

UBS BB: Selic deve continuar em 15% até abril de 2026

O Banco Central deve manter a taxa Selic em 15% até abril de 2026, quando iniciaria um ciclo de cortes ao ritmo de 0,5 ponto porcentual por reunião, afirma o UBS BB.

Em relatório, o banco de investimentos avalia que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de quarta-feira, 18, sinalizou claramente a opção por uma estratégia de manutenção dos juros por período prolongado.

“Quando o comitê adicionou a palavra ‘bastante’ quando se referiu ao período prolongado no qual os juros deveriam permanecer parados, ele sinalizou que não haveria cortes em dezembro ou janeiro de 2026, na nossa visão”, dizem os economistas Alexandre de Azara, Rodrigo Martins e Fabio Ramos e o estrategista Roque Montero. “Por ora, consideramos que esse é um cenário de higher for longer.”

Na quarta-feira, o Copom aumentou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 15%, e disse antecipar uma “interrupção” no ciclo, para examinar os impactos do aperto monetário realizado desde setembro e avaliar se o nível atual dos juros, mantido por período “bastante prolongado”, é suficiente para levar o IPCA à meta.

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Para o UBS BB, sinalizar o fim do ciclo foi uma notícia positiva, para impedir que o mercado comece a precificar novos aumentos na Selic. O banco afirma que a decisão do BC deve favorecer a taxa de câmbio, já que o valor justo calculado pelo banco para o dólar é de R$ 5,25 e o carry trade da moeda brasileira é “expressivo.” Na curva de juros, a tendência é de que os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 e 2028 possam precificar mais cortes

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast

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